Festival de Cinema Português no Luxemburgo conta com dois “documentários BOM DIA”
O cinema português regressa às salas do Luxemburgo entre 6 e 13 de novembro, com a realização da 17.ª edição do Festival de Cinema Português. A programação reúne oito filmes de diferentes géneros e épocas, entre comédias, dramas, documentários e uma biografia musical, com sessões no Ciné Utopia e no Cercle Cité.
Organizado pela Embaixada de Portugal e pelo Camões – Centro Cultural Português no Luxemburgo, o festival abre na sexta-feira, 6 de novembro, às 18h30, no Ciné Utopia, com “Santo António, o casamenteiro de Lisboa”, de Ruben Alves. A sessão inaugural contará com a presença do realizador. A comédia, com 119 minutos, aborda os desafios enfrentados por dois funcionários municipais responsáveis pela organização dos Casamentos de Santo António, perante a intenção de uma empresa estrangeira de transformar o evento tradicional. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.
O domingo, 8 de novembro, será dedicado a duas produções apresentadas pelo BOM DIA, numa sessão com início às 17h00, no Ciné Utopia, na capital luxemburguesa. O programa especial BOM DIA começa com “Nunca haverá imagens suficientes“, de Philippe Machado Domingues. O filme faz parte do projeto Sem Fronteiras do BOM DIA e que o realizador luso-francês, descreve como uma viagem pelas suas memórias cada vez mais ténues para conseguir despedir-se. “Nunca haverá imagens suficientes” é um ensaio emocional e intimista sobre o luto, a emigração e a identidade.
A projeção de domingo conta ainda com outro documentário, “O mercado da saudade“, realizado por Diogo Martins e Afonso Reis. Os cineastas acompanham o dia-a-dia de um casal português no Luxemburgo, Alfredo e Catarina, retratando as suas dificuldades e alegrias e a preparação de um grande momento: o regresso definitivo a Portugal.

No dia anterior, sábado, 7 de novembro, às 18h30 no Ciné Utopia, será exibido “A memória do cheiro das coisas”, realizado por António Ferreira em 2025, com 101 minutos. O filme conta com a interpretação de José Martins, distinguido com o prémio de melhor ator no Festival Internacional de Cinema de Xangai.
A programação prossegue na segunda-feira, 9 de novembro, às 19h00, no Cercle Cité, com “Mudar de vida”, filme de Paulo Rocha realizado em 1966, com 94 minutos. A obra integra a história do cinema português e será apresentada com legendas em francês.
Na terça-feira, 10 de novembro, estão previstas duas sessões no Cercle Cité. Às 18h30 será exibido “Cartas telepáticas”, de Edgar Pêra, filme de 2024 com 70 minutos, descrito como uma obra poética e experimental. Às 20h00, o programa continua com “Lavagante”, de Mário Barroso, drama de 2025 com 92 minutos. A atriz principal e o argumento adaptado do filme receberam o Prémio Sophia nas respetivas categorias.
Na quarta-feira, 11 de novembro, às 19h00, será a vez de “Great Yarmouth, Provisional Figures”, de Marco Martins. O drama, realizado em 2022 e com 113 minutos, foi distinguido no Festival do Filme de Guadalajara, onde recebeu os prémios de melhor atriz e de melhor argumento.
O encerramento está marcado para sexta-feira, 13 de novembro, às 19h00, no Cercle Cité, com “Playback”, de Sérgio Graciano. A biografia musical, realizada em 2026 e com 90 minutos, será apresentada na presença do produtor José Amaral.

Ao longo de oito dias, o festival propõe um percurso por diferentes linguagens, gerações e temas do cinema português, combinando obras contemporâneas com um clássico de Paulo Rocha. A iniciativa constitui também uma oportunidade para dar a conhecer a diversidade da produção cinematográfica nacional ao público luxemburguês e à comunidade portuguesa residente no país.