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Igreja francesa apela ao diálogo para o “bem comum”

O presidente da Conferência Episcopal Francesa apela ao diálogo “corajoso e construtivo” entre todas as partes para que se ultrapasse a crise que a sociedade francesa atravessa.

“Somente um diálogo corajoso e construtivo pode contribuir para a busca do bem comum”, afirma o arcebispo de Marselha, D. Georges Pontier, num texto publicado no site da Conferência Episcopal Francesa.

Num texto intitulado «Todos somos responsáveis pelo diálogo», o arcebispo de Marselha afirma que a situação que o país atravessa é fruto da “falta de escuta e diálogo”, de “ruturas e incompreensões” que os cidadãos experimentam, “a crescente desconfiança em qualquer instituição e a perda de confiança nos organismos intermediários”.

O responsável dá conta de “escolhas políticas mal compreendidas” que “acentuam o sentimento de exclusão”.

A cidade de Paris está a ser palco de manifestações dos chamados «Coletes amarelos» que reivindicam melhores condições de vida para os trabalhadores e a diminuição da carga fiscal.

Nem a intenção de o governo não aumentar os impostos sobre os combustíveis fez desmobilizar as manifestações que concentram milhares de pessoas nos Campos Elísios e nas ruas adjacentes no centro da capital francesa.

O responsável dos bispos dá conta de “manifestações” que “expressam sofrimentos e medos” da população, resultado de “profundas mudanças sociais”.

“Esta crise mostra claramente uma falta de escuta e diálogo no nosso país”, assinala D. Georges Pontier.

A violência que marca as últimas semanas, afirma, “não levam a nada e não podem, de maneira alguma, expressar o desconforto sentido”.

“Condenamo-las sem reservas”, enfatiza o Presidente da CEF, referindo-se às ações de violência no centro de Paris.

O responsável pede que se “assumam as responsabilidades” e se possa caminhar por uma via de diálogo.

“Aceitem os canais de diálogo possíveis para que as escolhas necessárias possam ser feitas com respeito de todos”.

D. Georges Pontier sublinha que “a solidariedade deve estar no centro das relações humanas, especialmente em relação às mais frágeis”.