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Jihadista luso-francês condenado a 30 anos de prisão

O ‘jihadista’ luso-francês Michael dos Santos, que terá morrido presumivelmente na Síria, foi em Paris condenado à revelia a 30 anos de prisão por associação criminosa com ligações terroristas e por ameaças de morte contra um jornalista.

A sentença foi proferida pelo tribunal especial criminal de Paris, instância composta unicamente por magistrados, segundo noticiou a agência France-Presse (AFP).

Nascido em 1992 em Portugal e naturalizado francês em 2005, Michael dos Santos é considerado como um dos carrascos do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Julgado por associação criminosa com ligações terroristas e por ameaças de morte contra um jornalista através da rede social Twitter, Michael dos Santos é descrito como um adolescente sem escolaridade, fascinado pela violência, que cresceu no subúrbio parisiense de Champigny-sur-Marne.

O luso-francês, que se converteu ao islamismo, radicalizou-se durante o período que frequentou uma mesquita em Triton de Villiers-sur-Marne, segundo testemunhas.

Michael dos Santos terá chegado à Síria, via Turquia, em agosto de 2013 com outros jovens também oriundos de Champigny-sur-Marne.

Doze membros deste grupo de Champigny-sur-Marne foram condenados a penas até 10 anos de prisão.

A gravidade das acusações contra o ‘jihadista’ luso-francês ditou a sentença mais pesada.

Em agosto de 2013, Michael dos Santos deixou a casa da família sob o pretexto de ir a Portugal, mas o destino foi o território sírio.

Numa carta que deixou à sua mãe, o luso-francês explicava que não podia “continuar de braços cruzados” perante os crimes cometidos pelo Presidente sírio, Bashar al-Assad.

Michael dos Santos publicava regularmente nas redes sociais conteúdos de extrema violência.

Um outro ‘jihadista’ detido após ter regressado da Síria relatou às autoridades competentes que Michael dos Santos tinha sido morto no outono de 2018 durante o cerco a Raqa, que foi a primeira grande região controlada pelo EI no centro da Síria, onde o luso-francês combatia como um atirador furtivo para os extremistas.

O luso-francês terá tido dois filhos com uma mulher, que também viajou para o território sírio.

A mulher de Michael dos Santos terá também morrido durante um bombardeamento em Raqa.