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Embaixador Ricoca Freire faz balanço de quatro anos na Suíça

António Ricoca Freire está praticamente a fazer as malas. O embaixador de Portugal na Suíça vai deixar Berna no final do mês de outubro e, em entrevista ao BOM DIA durante a visita de Berta Nunes aquele país, fez o balanço da sua passagem pelo país helvético e, um pouco, da sua carreira como diplomata ao serviço de Portugal.

Ricoca Freire destaca a importância de, num país com uma importante comunidade, o embaixador “não se esconder atrás da importância relativa do cargo” e estar ao lado dos seus concidadãos.

“Parte da comunidade portuguesa está a concluir o ciclo migratório”, considera o diplomata que faz a relação entre este facto e o decréscimo da presença portuguesa na Suíça onde, recorda, “o saldo da emigração portuguesa é negativo”.

Este facto pode ajudar a explicar o menor número de alunos no ensino de português na Suíça e, também, “O declínio do associativismo tradicional”. O embaixador de Portugal crê que as associações portuguesas serviam para “viver Portugal na Suíça”, o que já não é necessário, e destaca que o novo movimento associativo da diáspora talvez passe pela necessidade de “criar redes”.

Quanto ao ensino de português, Ricoca Freira salienta que a Suíça é o país de emigração portuguesa “com maior taxa de ensino paralelo”. São cerca de 75 professores que trabalham em diferentes contextos porque a Suíça está dividida em cantões com bastante autonomia e, a isto acresce, “o facto de a Suíça ter várias línguas”. Apesar das dificuldades para se implementar o ensino de português, o embaixador considera essencial continuar a manter o interesse dos país pela língua portuguesa e uma oferta escolar o mais vasta possível.

Quanto à sua experiência pessoal na Suíça, o diplomata considera que a Suíça e o seu povo lhe agradaram muito e por isso foi feliz, afinal, aquela que considera ser a medida da qualidade para um diplomata: “Vivi intensamente na Suíça como pessoa e como embaixador”, disse em jeito de conclusão, acrescentando que “um bom posto é aquele onde se é feliz”.

Veja aqui a entrevista completa do embaixador António Ricoca Freire: