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Venezuela: Embaixador português espera bonança depois da tempestade

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O embaixador de Portugal elogiou o papel “notável e exemplar” dos portugueses na construção da Venezuela e falou sobre o futuro do país de acolhimento, sublinhando que depois da tempestade chega a bonança.

“O vosso papel na construção da Venezuela tem sido notável, tem sido exemplar e tem sido também decisivo para o bom nome de Portugal nesta terra”, disse João Pedro de Vasconcelos Fins do Lago.

O embaixador falava no Centro Português Caracas, para várias centenas de portugueses, por ocasião das celebrações locais do Dia da Região Autónoma da Madeira (RAM), entre sexta e segunda-feira, em vários estados venezuelanos.

O diplomata sublinhou ainda que a importância de Portugal na Venezuela advém da importância da comunidade portuguesa, destacando as dificuldades dos últimos anos, da crise económica à pandemia da covid-19. 

“A comunidade portuguesa com origem na Madeira tem palavras a ditar no futuro deste país, mas também as tem no futuro de Portugal e no futuro da RAM. E falando em futuro, quero deixar-vos umas palavras de esperança, depois da tempestade, a bonança, e a bonança, esperemos, está à porta. Ultrapassaram a tormenta, vão poder aproveitar o bom tempo que se adivinha”, frisou.

“O nome da Madeira tem um significado muito especial da Venezuela”, acrescentou o embaixador, que elogiou ainda a “vontade de vencer” da comunidade portuguesa, mas também “de ser solidário, de não deixar nenhum compatriota para trás” e de partilhar os êxitos alcançados.

Por seu lado, Wilder da Silva, representante da Comissão Pró Celebração do Dia da Madeira na Venezuela, destacou “o grande espírito de luta, trabalho, honestidade e respeito” dos portugueses na Venezuela, com “a firme convicção de apoiar” o desenvolvimento local.

“Chegaram para ficar e formar família, transmitir costumes, tradições e valores da nossa querida Madeira (…) Hoje, por diferentes circunstâncias, alguns tiveram que regressar e outros começar uma nova aventura, e embora a história tenha agora mudado, somos sempre as mesmas pessoas, boas pessoas”, disse.

“Aproveitemos o intercâmbio cultural que tem vindo em ambas direções e continuemos a aproximar-nos cada vez mais. Aproveitemos as vantagens da adversidade. Vamos continuar a construir pontes, a apoiar os madeirenses de aqui e de lá. Vamos fazer com que as coisas aconteçam, criar incentivos. Aproveitemos a tecnologia que nos permite ir mais depressa e tornar tudo mais simples e mais acessível”, frisou.

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