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Próximo presidente das Juventudes Socialistas mundiais será português

Bruno Gonçalves, membro do secretariado nacional da JS, é candidato único à liderança da União Internacional de Juventudes Socialistas (IUSY), eleição que se fará no congresso desta organização nos dias 18 e 19 de junho no Panamá.

A IUSY foi fundada em 1907, em Estugarda, na Alemanha, tendo origem na juventude da Segunda Internacional e definindo-se desde a sua origem como uma organização antimilitarista e internacionalista.

Atualmente, a IUSY integra 148 organizações em representação de mais de 107 países, agregando jovens de movimentos trabalhistas, socialistas e sociais-democratas.

Natural de Braga e atual coordenador dos Estudantes Socialistas Europeus (YES), Bruno Gonçalves, de 24 anos, é o primeiro português a candidatar-se à liderança da IUSY, refere a JS em comunicado.

Mestre em engenharia mecânica pela Universidade do Minho, Bruno Gonçalves é no plano profissional analista de tecnologias de informação numa empresa multinacional.

O dirigente da JS candidata-se à ao cargo de secretário-geral da IUSY, tendo como base um programa de ação em que pretende conferir prioridade às questões da saúde mental, ao combate às alterações climáticas e à regulação da economia digital.

“A saúde mental é hoje um desafio central da nossa sociedade à escala global. Há atualmente mais de 250 milhões de pessoas afetadas por depressão e problemas de ansiedade, sendo que a vasta maioria não tem sequer o mínimo acompanhamento para lidar com a doença”, salienta.

Bruno Gonçalves assinala depois que no mundo “morre em média uma pessoa em cada 40 segundos vítima de suicídio, ou seja, cerca de 800 mil pessoas por ano”.

“Este é um número alarmante, que supera anualmente o número de vidas perdidas nos principais conflitos armados internacionais. Entre os jovens, dos 15 aos 29 anos, o suicídio é a segunda principal causa de morte. Urge a criação de um organismo mundial que, a par da Organização Mundial de Saúde, seja capaz de criar sinergias e cooperações para que nenhuma vida seja ignorada”, defende.

No domínio do combate às alterações climáticas, o candidato à liderança dos jovens da Internacional Socialista considera que é urgente uma “clara e brutal mudança de paradigma”.

Bruno Gonçalves promete ainda bater-se por uma transição digital “justa e inclusiva, regulada e equilibrada, que não deixe ninguém para trás e que seja, essencialmente, um mecanismo de coesão e de progresso para todos os países, de todos os continentes”.

“É importante que esta revolução silenciosa do mundo digital devolva aos mais jovens a esperança de um futuro melhor, alavancado por uma agenda de salários dignos e de direitos laborais reforçados”, sustenta.

Bruno Gonçalves afirma ainda que dará prioridade à luta pela erradicação do trabalho infantil, indicando que no presente há mais de 200 milhões de crianças forçadas a trabalhar em todo o mundo. “Esta é uma realidade inaceitável em pleno século XXI”, acrescenta.

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