O Grupo de Folclore Casa de Portugal, sediado no Principado de Andorra, assinalou os seus 30 anos de existência com uma digressão cultural a Florianópolis, no estado brasileiro de Santa Catarina. Entre 28 de outubro e 3 de novembro, uma comitiva de 28 elementos levou as danças e os cantares tradicionais do Alto Minho a vários espaços históricos e culturais da região, numa iniciativa marcada pelo intercâmbio entre comunidades de origem portuguesa.
A deslocação à chamada “Ilha da Magia” incluiu atuações públicas, encontros institucionais e momentos de convívio com associações locais, permitindo ao grupo dar a conhecer a cultura popular portuguesa e, em particular, as tradições do Alto Minho.
A organização da visita contou com a articulação da escritora e socióloga Lélia Pereira da Silva Nunes e com o apoio de Carlos Eduardo (Cadú), responsável pelo cerimonial da Prefeitura de Florianópolis, que acompanhou a comitiva ao longo da estadia.
Um dos primeiros momentos oficiais foi o encontro com o presidente da Câmara de Florianópolis, Topázio Neto, que recebeu os representantes da coletividade luso-andorrana num jantar oficial destinado a reforçar os laços de amizade e cooperação cultural.
O programa público começou no dia 29 de outubro, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no Estreito. O grupo participou na missa solene, assegurando os cânticos litúrgicos, e ofereceu ao reitor, padre Élio Luciano, uma pintura de Nossa Senhora de Fátima da autoria da artista portuguesa Margarida Cepêda, residente em Andorra. Seguiu-se uma atuação de danças e cantares do Alto Minho no exterior do santuário, perante uma assistência que incluiu elementos do grupo folclórico local Herança Açoriana.

No dia seguinte, 30 de outubro, a comitiva atuou nos jardins do Palácio Cruz e Sousa, onde foi recebida pela administradora do Museu Histórico de Santa Catarina, Marli Cristina Scomazzon. A passagem pelo Mercado Público proporcionou outro momento de destaque: os jovens Eugénia Correia e Marc Medeiros juntaram-se à banda que ali atuava, interpretando dois temas perante o público. A jornada terminou com um passeio de catamarã pela baía norte da ilha.
A Casa dos Açores, na freguesia histórica de Santo António de Lisboa, foi o destino seguinte. No sábado, 31 de outubro, o grupo participou num desfile pela marginal, com várias atuações, antes de ser recebido pelo presidente da instituição, Sérgio Ferreira. O encontro reuniu representantes da cultura e da comunidade local, entre os quais Maria Teresinha Debatin, presidente da Fundação Catarinense de Cultura, e Lélia Nunes, presidente da Academia Catarinense de Letras. A apresentação das danças tradicionais do Alto Minho constituiu um dos momentos centrais deste encontro entre culturas de matriz portuguesa.
A última atuação decorreu no domingo, 1 de novembro, na Praça da Matriz, em Ribeirão da Ilha, um dos núcleos mais antigos da colonização da região. Os trajes tradicionais da Ribeira Lima e da Serra d’Arga deram cor à praça de arquitetura colonial, onde o grupo atuou no adro da igreja após a celebração eucarística. A iniciativa terminou com um almoço de confraternização oferecido pela Paróquia de Nossa Senhora da Lapa. À noite, a comitiva participou num jantar de despedida no Costão do Santinho Resort, numa receção organizada em nome da Prefeitura por Carlos Eduardo e Roseli Pereira.
O balanço da digressão foi considerado muito positivo pela coletividade, que regressou a Andorra depois de uma semana de atuações, encontros e intercâmbio cultural. A viagem foi possível graças ao patrocínio das empresas Group Nova, Assegur e Clean & Iron, bem como ao contributo de vários empresários.
A iniciativa contou ainda com o apoio institucional do Ministério da Cultura de Andorra, do Departamento do Património Cultural, do Comú d’Escaldes-Engordany e do Consulado-Geral de Portugal.
