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Coleção Acervo do Café continua a crescer

A coleção de Manuel Guedes, português residente na Suíça, relacionada com o mundo do café já está dotada de uma dimensão considerável ao nível do espólio reunido e, como é natural e por diversas razões, há peças que se destacam mais do que outras.

Ninguém ficará indiferente perante uma raridade, de que será bom exemplo uma das últimas entradas no Acervo: um “Conhecimento de Embarque”, da Empresa Nacional de Navegação, com referência a carga de café proveniente da costa oriental de África e tendo o ano de 1903 como data.

“É indescritível a sensação para quem coleciona ao ter em mãos peças como a acima descrita, mas, como se perceberá, pelo título avançado, este texto pretende divergir para um outro lado das emoções do colecionador, aquele lado dotado com a capacidade de fazer soltar uma lágrima e de fazer com que a voz fique trémula”, explica Filipe Ferreira Loureiro no jornal Gazeta Lusófona.

António Carvalho é um artista nascido no Porto, na década de 50. Na Escola Industrial Infante D. Henrique adquiriu competências para desenvolver serigrafias para publicidade, área que detém muita admiração no seio dos colecionadores por algumas peças geradas, entretanto elevadas a ícones e, por conseguinte, muito cobiçadas.

Radicado em Braga desde finais dos anos 80, António Carvalho fez do novo milénio um ponto de viragem na sua carreira. A partir de 2002 dedicou-se à pintura e o seu lugar nas artes plásticas tem sido conquistado paulatinamente, através de frequentes aparições, em exposições individuais e coletivas um pouco por todo o país. António Carvalho tem presença assídua no Museu D. Diogo de Sousa, através da exposição coletiva em formato bienal de pintura, fotografia e escultura que se realiza desde 2015 sob a sua responsabilidade de conceção e organização.

O Acervo do Café passou a contar na sua coleção com mais uma peça: um quadro da autoria de António Carvalho e que foi incorporado através de uma generosa doação. Este foi um gesto que em muito sensibilizou o fundador do projeto Manuel Guedes, pois a obra agrega em si uma enorme carga emocional e funciona como um enorme estímulo.

O artista, através do seu punho, conseguiu apontar todos os momentos que cativaram o colecionador a enveredar pelo tema café. Esta perceção artística revela, acima de tudo, reconhecimento pelo mérito no caminho trilhado e faz acreditar que no horizonte estão objetivos que valem a pena perseguir.

Mais informações sobre o Acervo do Café aqui.