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Coimbra 2027: um país dentro de um país

A candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027 “ultrapassa as fronteiras da cidade dos estudantes”, estendendo-se a toda a região Centro, defendeu o presidente da Entidade Regional Turismo Centro, Pedro Machado.

“Coimbra tem uma marca, a marca mais forte da região Centro”, frisou Machado durante o debate internacional FOR1C: Uma Capital Europeia da Cultura no Século XXI, que decorre no Convento São Francisco.

O líder da Turismo Centro, que agrupa cem municípios, disse que a candidatura deverá tornar Coimbra “numa placa giratória” para o conhecimento de uma região que está a ser apresentada, nas campanhas internacionais de promoção turística, como “um país dentro de um país” [“a country within a country”] devido à sua riqueza e diversidade.

A candidatura, frisou Machado, é uma “oportunidade sem retorno” para atrair públicos diferenciados à cidade e à região, funcionando como fator de inovação e reabilitação.

“O Turismo é o motor da vida económica”, defendeu Machado, que recorreu a um vídeo para mostrar as “atrações turísticas” da cidade e da região, defendendo que Coimbra surja como um encontro de correntes.

Entre estas atrações contam-se os sítios que são Património Mundial da Humanidade, ou o conjunto monumental da Universidade de Coimbra, mas também situados fora das fronteiras da cidade.

Antes de Pedro Machado, já o ex- banqueiro Artur Santos Silva tinha defendido a centralidade de Coimbra “numa região que tem uma dimensão e talento que justificam mais protagonismo e peso no país”.

Santos Silva, que exerceu o cargo de presidente do Conselho Administrativo do “Porto – Capital Europeia da Cultura 2001, lembrou que “metade da população portuguesa vive num território que tem centralidade em Coimbra”, referindo que a candidatura é uma oportunidade de afirmação que não deve ser desperdiçada.

Com o presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, sentado na primeira fila do auditório, Santos Silva defendeu que seja feita um esforço de reabilitação da cidade, nomeadamente das entradas, transportes públicos, vias ferroviárias e rodoviárias, parques de estacionamento e atrações turísticas.

Tal como Pedro Machado, Santos Silva salientou o facto de Coimbra ser um importante e antigo centro universitário e de oferecer serviços de saúde excelência.

“Que este esforço permaneça a longo prazo”, desejou Santos Silva.

A candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura é coordenada pelo mágico Luís de Matos, sendo apoiada pela Universidade de Coimbra (UC), por deliberação unânime do Senado, e pela Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, que integra 19 municípios.

Além de Luís de Matos, integram o grupo de trabalho o médico social-democrata Nuno Freitas, o deputado municipal da CDU e antigo diretor do Conservatório de Música de Coimbra, Manuel Rocha, o antigo vice-reitor da UC para a área do turismo, Luís Menezes, o ex-diretor regional da Cultura do Centro Pedro Pita, e a antiga vice-reitora da UC Cristina Robalo Cordeiro.