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As dificuldades dos militares portugueses no Afeganistão

O Comandante da 3.ª Força Nacional Destacada (FND), que vai partir em maio para o Afeganistão, disse que os militares portugueses estão preparados para enfrentar qualquer incidente, assumindo como maior dificuldade da missão a “rotina”.

“Estamos a falar de uma missão que tem tarefas muito específicas e repetitivas que vão ser desempenhadas todos os dias, durante 24 horas”, disse aos jornalistas o major Samuel Gomes no Aeródromo de Manobra n.º 1, em Maceda, Ovar, no distrito de Aveiro, onde decorreu o exercício final de aprontamento ‘Kabul’.

Constituído por 154 militares, dos quais nove são do sexo feminino, o contingente português vai ficar responsável pela segurança no interior do aeroporto internacional Hamid Karzai, em Cabul, uma missão que Samuel Gomes diz ser de “muita responsabilidade”.

“Temos uma força que ficará responsável pela segurança da linha de voo e temos uma força que está pronta a atuar para fazer face a qualquer incidente que surja dentro do aeroporto”, explicou o comandante da 3.ª FND.

Os militares portugueses irão também fazer a segurança a entidades e a locais sensíveis no interior do aeroporto e controlar os abastecimentos de combustíveis que vêm do exterior.

Questionado sobre o cenário que vão encontrar, Samuel Gomes disse que apesar de o Afeganistão ser um país que “tem alguma instabilidade”, neste momento, “as coisas estão relativamente calmas”.

“De qualquer forma, nós treinámos e estamos preparados para fazer face a qualquer incidente”, garantiu, adiantando que a maioria dos militares é a primeira vez que participa nesta missão.

Fonte do exército disse à Lusa que inicialmente vão partir para o Afeganistão dois pequenos grupos de militares, em 06 e em 13 de maio, devendo o grosso da força partir em 20 de maio.

A estes militares junta-se um grupo de 16 elementos que irá garantir o apoio administrativo e logístico desta força que estará durante seis meses no Afeganistão.

Também esta quinta-feira decorreu em Espinho, no distrito de Aveiro, o exercício final de aprontamento da 9.ª FND que partirá na segunda-feira para o Iraque.

Este contingente constituído por 30 militares, três dos quais do sexo feminino, irá ficar sediado numa base espanhola em Basmayah, localizado a cerca de 35 quilómetros da capital daquele país do Médio Oriente, Bagdade.

Estes militares vão estar durante seis meses a dar formação a cerca de 400 militares iraquianos em várias especializações, como técnica individual de combate, armamento coletivo e individual, topografia, ou até mesmo aulas de educação física, como explicou o major André Barros, que vai comandar esta força.

“As famílias podem ficar tranquilas. Naturalmente podem acontecer incidentes, mas a base é muito segura”, adiantou o mesmo responsável.

Estes dois contingentes vão receber no próximo, numa cerimónia em Espinho, o estandarte nacional, que irá acompanhar os militares nas respetivas missões.