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Lewis Hamilton e Serena Williams a caminho de serem acionistas do Chelsea

Sir Lewis Hamilton, heptacampeão mundial de Fórmula 1, e Serena Williams, ex-campeã de ténis, juntam-se a Sir Martin Broughton, ex-presidente da British Airways e líder do principal grupo, na corrida para a compra do Chelsea com uma oferta de 10 milhões de libras cada um. 

A entrada em cena de Hamilton e Williams pode ser vista como um “golpe de marketing” de Sir Martin Broughton, pois ambos são conhecidos desportistas e ativistas de causas como Black Lives Matter e outros movimentos de integração social. A chegada de ambos ao projeto pode ajudar a ter o apoio do público e dos adeptos ingleses, e também dos apoiantes do Brexit no próprio governo inglês. A mesma estratégia foi usada com outro ícone desportivo do Reino Unido, o atleta de meio-fundo Sebastian Coe, com quatro medalhas olímpicas, que também foi convidado a investir pelo mesmo grupo.

Tanto Hamilton quanto Williams, que venceu 23 Grand Slams, incluindo sete títulos de Wimbledon, são investidores em empresas de capital de risco e start-ups com elevado potencial de crescimento.

A empresa de capital de risco Serena Ventures, que pertence à estrela do ténis norte-americana, ainda esta semana foi notícia por um investimento numa startup de tecnologia desportiva com sede na Grã-Bretanha, a Open Sponsorship, enquanto Hamilton investiu recentemente na start-up Zapp, de Londres, que desenvolveu um aplicativo para entregas rápidas destinadas aos supermercados ingleses.

Sabe-se que os desportistas têm estado a negociar a sua participação no grupo liderado por Broughton há várias semanas, no entanto acaba por ser inesperado o interesse de Hamilton, que é conhecido por ser adepto  do Arsenal. Broughton também tem fortes ligações ao rival Liverpool, clube que salvou de uma situação financeira difícil quando assumiu a presidência, e vendeu a participação de George Gillett a Tom Hicks, da Fenway Sports Group, em 2010.

A venda do Chelsea foi determinada pelas sanções aos oligarcas russos ligados a Vladimir Putin, que também afetou Abramovich, por isso o negócio tem que ser aprovado pelo governo do Reino Unido e será debatido no parlamento, que deve aprovar a venda depois de analisar e aprovar o perfil e nacionalidade dos investidores.

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