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Associação portuguesa quer consulado de Portugal em Frankfurt

O Grupo de Reflexão e Intervenção da Diáspora Portuguesa da Alemanha (GRI-DPA) dirigiu um pedido à Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas para que seja criado um consulado em Frankfurt.

É “para o bem da comunidade na Alemanha e para bem de Portugal”, explica Manuel Campos na missiva que dirigiu a Berta Nunes mas também aos deputados eleitos pela emigração na Europa, que o GRI-DPA, associação a que preside pede atenção para a situação consular no país.

No decurso de 2021 deverão ser realizadas substituições nos cargos dos responsáveis pelos consulados de Hamburgo e de Estugarda. O cônsul deste último tem ainda responsabilidade do Escritório Consular de Frankfurt/Hattersheim e da Antena Consular de Munique.

“As últimas eleições presidenciais nesta zona geográfica consular mostraram sobejamente a necessidade urgente de se fazerem ajustamentos urgentes, quer no nível diplomático de Frankfurt/Hattersheim e de Munique, quer nas estruturas e número de pessoal das localidades em causa”, defende o GRI-DPA.

Mas, sobretudo, a associação pede “urgentemente” um Consulado-Geral de Portugal em Frankfurt – em substituição do atual Escritório Consular – “para uma área geográfica que engloba três Estados Federados da Alemanha: Hesse, Sarre e Renânia Palatinado”.

O GRI-DPA diz saber que “responsáveis políticos alemães do Estado de Hesse solicitaram já a Portugal a substituição do Escritório Consular de Hattersheim por um Consulado-Geral”. Na carta, Manuel Campos sublinha que o valor político, económico, financeiro e cultural de Frankfurt aumentou fortemente, após a saída do Reino Unido da União Europeia.

O GRI-DPA salienta ainda a “cada vez mais importância o número e a existência de jovens portugueses em empresas internacionais, bem como startups (39% da Alemanha)”. A associação dirigida por Manuel Campos afirma que destes, já foram registados mais de 1300 ativos, um quarto deles nos sectores de IT, bem como também nos sectores de “Life Sciences”, Mobilidade, Energia e Alimentação, segundo a Branchendienst Startupdetector.

“É urgente que Portugal deve estar representado em Munique, no mínimo através de um Vice-Consulado, como ponte entre as duas partes e como local de acesso dos cidadãos portugueses da região”, concluiu o GRI-DPA, considerando que esta época de mudanças e substituições diplomáticas será “uma oportunidade única, solicitando que sejam acompanhadas também destas reestruturações urgentemente necessárias”.

 

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