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Reestruturação financeira no Deutsche Bank põe em risco 18 mil empregos

O Deutsche Bank, gigante da banca alemã que está a passar por uma reestruturação financeira, impediu, esta segunda-feira, milhares de funcionários de trabalhar.

Cidades como Londres e Tóquio (entre outras), foram as principais afetadas, uma vez que “equipas inteiras chegaram ao emprego para se verem impedidas de entrar nos escritórios do banco”, avança a Euronews Portugal. A mesma fonte estima que cerca de 18 mil tenham sido prejudicadas numa altura em que a maioria dos cortes afeta a banca de investimento e o comércio de ações.

“Isto significa que, para promover estas áreas, temos que nos desfazer de algumas coisas que não estavam a funcionar, onde não gerávamos lucros suficientes. Esta decisão foi tomada hoje e aplica-se em particular ao comércio global de ações”, anunciou o presidente-executivo, Christian Sewing.

“Tanto o Deutsche Bank como os postos de trabalho têm que ser seguros no futuro. E se hoje damos um passo que dói, que mesmo assim é socialmente aceitável, mas que vai beneficiar a companhia, então isso é algo muito importante que devemos também acompanhar”, disse Frank Schulze, presidente do conselho geral do banco.

A instituição bancária anunciou que a reestruturação iria gerar prejuízos este ano, prevendo-se lucros apenas em 2020. Como efeito, as ações do banco perderam mais de 5% do seu valor na bolsa de Frankfurt após o comunicado.

Klaus Nieding, vice-presidente da Associação para a Proteção da Propriedade de Valores, afirma trata-se do fim da indefinição que marcou os últimos anos do banco.

“Trata-se do fim da hesitação. Agora foram tomadas medidas concretas para dar ao banco uma nova direção. Foi isso que faltou nos últimos cinco ou seis anos”, adiantou.

O presidente-executivo do banco, Christian Sewing descreveu a reestruturação como uma reinvenção do banco que gerou prejuízos em quatro dos últimos cinco anos.