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Vinhos Ervideira apostam no mercado da Europa Central

As vendas de vinho para a Alemanha e para a Europa Central vão impulsionar a faturação global do produtor alentejano Ervideira, que espera finalizar 2017 com 2,2 milhões de euros, disse o diretor-geral, Duarte Leal da Costa.

O responsável disse à Lusa que a Ervideira vai participar na Feira Internacional Prowein, em Düsseldorf, na Alemanha, entre domingo e terça-feira, na qual estão presentes entre 25.000 a 30.000 produtores de todo o mundo, com o objetivo de “reforçar as vendas, quer para a Alemanha, quer para a Europa Central”.

A Ervideira, uma das empresas vitivinícolas seculares em Portugal, que produz vinho desde 1880, e que tem procurado inovar, “está bem posicionada” nestes mercados para onde exporta anualmente 83.000 garrafas.

Para Duarte Leal da Costa, as vendas para a Bélgica, Luxemburgo, Alemanha e Suíça “estão a crescer bem” e o gestor espera que estes mercados representem entre 30% a 35% do volume de negócios global no final deste ano.

Em 2016, o produtor alentejano faturou dois milhões de euros, com a venda global de 500 mil garrafas, impulsionado, sobretudo, pelo mercado português.

“A exportação, nesse ano, não decresceu em valor, mas a percentagem das vendas externas face às internas caiu. Este ano, o crescimento das vendas virá sobretudo do aumento das exportações”, esclareceu à Lusa o gestor, recordando que a Ervideira vendeu menos 100 mil garrafas em 2016 que no ano anterior.

Em 2017, a Ervideira quer crescer acima dos 10% e “o ano começou bem”, disse Duarte Leal da Costa: “O crescimento já está garantido por contratos com a Europa Central, Brasil e China, mas queremos ainda reforçar esta aposta e atingir novos mercados, como os Estados Unidos e o Japão, para onde já fizemos testes”.

“O mercado internacional está vivo, ativo e a concorrência é fortíssima”, explicou o gestor à Lusa, dando como exemplo a presença no certame na Alemanha, onde estarão presentes produtores de todo o mundo.

O gestor defende que. se a Ervideira quiser crescer nos próximos anos, terá, como está definido na sua estratégia, de continuar a produzir vinhos de topo para “mercados brutalmente competitivos, mas contornando a fortíssima concorrência com vinhos inovadores, diferenciados, únicos e de alta qualidade”, como o Vinha da Água ou o Ervideira Invisível Aragonês.

O produtor alentejano investe 200 mil euros todos os anos na área da vinicultura e tem atualmente 160 hectares de vinha, dos quais 100 hectares estão a ser reestruturados num período de cinco anos, que vai de 2016 até 2020.