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Sporting disputa com ‘gigante adormecido’ Steaua acesso à Liga dos Campeões

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

O Sporting estreia-se na terça-feira, em Alvalade, nas competições europeias em 2017/18, na primeira mão do ‘play-off’ da Liga dos Campeões, contra os romenos do Steaua, que já venceram a competição em 1986.

Depois da entrada vencedora na I Liga, com vitórias frente ao Desportivo das Aves (2-0) e com o Vitória de Setúbal (1-0), o Sporting procura dar continuidade ao bom arranque na primeira mão, sabendo que venceu sempre em casa e nunca venceu na Roménia em jogos europeus.

As duas equipas nunca se defrontaram, mas os ‘leões’ já encontraram várias formações romenas, contra as quais venceu sempre em casa e perdeu sempre fora – foi assim com o Timisoara (1990), Dínamo Bucareste (1991) e Vaslui (2011).

Por sua vez, o Steaua já defrontou quatro vezes o Benfica, com duas derrotas em Lisboa e dois empates caseiros, em 1988 e 1994, e o Rio Ave, que venceu em casa e com quem empatou em Vila do Conde em 2014/15.

Os ‘verde e brancos’ vão apresentar-se ainda sem o reforço Ristovski, cedido pelo Rijeka, que já jogou nas eliminatórias pelos campeões croatas, sendo que têm apenas Alan Ruiz em dúvida para o encontro com o adversário, um ‘gigante adormecido’ do futebol europeu.

Campeão europeu em 1986, ponto alto de várias décadas de bons resultados nas competições da UEFA, o Steaua vive nos últimos anos um período de menor fulgor, ainda que continue a ser o clube mais titulado da Roménia.

Vice-campeão da liga romena, atrás do surpreendente Viitorul Constanta, que se sagrou campeão pela primeira vez, conta nas suas fileiras com o veterano Filipe Teixeira.

O português, contratado esta época ao Astra Giorgiu, já apontou dois golos nas eliminatórias, frente aos checos do Plzen, e é um dos destaques da equipa, a par do marfinense Harlem Gnohéré, contratado em janeiro aos ‘rivais’ Dínamo, tornando-se no primeiro estrangeiro a alinhar em ambos os clubes, e do ‘capitão’ Denis Alibec.

O plantel às ordens de Nicolae Dica, de resto, passou por uma autêntica ‘revolução’, com quase duas dezenas de entradas e igual número de saídas.

A eliminatória, a última ‘barreira’ antes da fase de grupos da Liga dos Campeões, é um ‘teste de fogo’ à temporada dos lisboetas, que procuram manter-se entre a elite do futebol europeu e o encaixe financeiro do acesso à liga milionária.

A segunda mão do encontro, marcada para a Arena Nacional, em Bucareste, irá realizar-se a 23 de agosto.