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Prémio literário sueco Astrid Lindgren 2018 com três candidatos portugueses

O projeto teatral Andante e os autores André Letria e Maria Teresa Maia Gonzalez são candidatos ao prémio literário Astrid Lindgren (ALMA) 2018, foi hoje anunciado na Feira do Livro de Frankfurt.

O Astrid Lindgren Memorial Award, criado em 2002 pelo governo sueco, reconhece anualmente o trabalho de um autor, ilustrador ou organização na promoção da leitura e do livro infanto-juvenil e tem um valor monetário de 521 mil euros.

Entre os nomeados, anunciados hoje pela organização na Feira do Livro de Frankurt, estão novamente o ilustrador e editor André Letria e a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez, que já tinham sido candidatos em edições anteriores e, pela primeira vez, o projeto de teatro Andante, vocacionado para a promoção de leitura.

Fundado em 1999 a partir de um trabalho da atriz Cristina Paiva e do sonoplasta Fernando Ladeira, o Andante desenvolve o trabalho em bibliotecas, escolas, prisões, recorrendo sobretudo a poesia representada.

O Andante já assinou espectáculos como “Afinal o íbis” e “Quem quer ser Saramago”, além de ter criado, por exemplo, um Coro de Leitura em Voz Alta e de fazer regularmente ações de formação em prol da leitura e do livro.

André Letria, nascido em Lisboa em 1973, já ilustrou dezenas de livros para crianças – e que são também para adultos -, tendo sido distinguido, por exemplo, com o Prémio Gulbenkian e o Prémio Nacional de Ilustração. É ainda fundador e editor da editora Pato Lógico. Entre os autores cuja obra ilustrou estão José Saramago, José Jorge Letria, Alice Vieira, Chico Buarque e Ricardo Henriques.

Maria Teresa Maia Gonzalez, que se dedica à literatura para a infância desde finais dos anos 1980, já publicou mais de uma centena de livros, como “A lua de Joana”, as “Profissão: Adolescente”, “Um palco na escola”, “Zoomanias” e “O Clube das Chaves”, em coautoria com Maria do Rosário Pedreira.

Tanto o Andante como André Letria são candidatos ao prémio por proposta da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, enquanto Maria Teresa Maia Gonzalez – que foi candidata nas edições de 2016 e 2017 – foi nomeada agora pela organização.

Os candidatos portugueses juntam-se a mais de 200 nomeados de 60 países. Do universo da língua portuguesa, estão ainda indicados o ilustrador Roger Mello e a escritora Ana Maria Machado, do Brasil.

Este ano o prémio ALMA foi atribuído ao autor alemão Wolf Erlbruch.