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Bombardeamentos de água e de tudo

As previsões, as alegações de que hoje ou de que agora estamos, por fim, preparados não colhem. Objectivamente refiro-me aos fogos que este ano voltam a acontecer.

Uma tragédia é isso mesmo: tragédia. Se o não fosse dominávamo-la.

Pese embora todos os bombardeamentos de água nenhum apaga, minimiza ou mitiga a tragédia. Antes a aflora. Dissemina-a.

Presidência da República, Primeiro-Ministro, Protecção Civil verberaram que “este ano não haveria mais para arder”. Que se aprendera a lição.

Este ano, especialmente em Monchique e galgando para concelhos circunvizinhos, a área ardida corresponde a muitas, muitas dezenas de campos de futebol. Por si só a comparação diz muito de todos nós.

Contradizendo-se entre si, muitas entidades e sem escapar, obviamente, as políticas tentam afinal tirar dividendos. Assim mesmo: dividendos. Não serenidade nem vontade de resolver o problema em si. Mesmo que mais tarde quisessem aflorar o assunto, poupando, entretanto, as sinergias para mitigar estas tragédias – Poupar vítimas e combates.

A senhora presidenta do CDS- PP, sem que eu traga à colação as suas responsabilidades políticas ou não, enquanto superintendeu a matéria, vem responsabilizar o senhor Costa, em particular.

Na perspectiva da senhora deputada ao Parlamento, o senhor Costa é o primeiro e único responsável, assim logo à cabeça.

Não fosse a senhora profícua e fervorosa cristã, estaria a responsabilizar as divindades, O Senhor Deus.

Diz a senhora mai-lo presidente da República que não vão visitar os locais para não perturbar os combates aos fogos.

Não sei se foram bombeiros.

Não terá a senhora os jeans nem as botas preparadas.

Nesta época de estio, como se não haja – e até há – muito mais matéria de interesse jornalístico, temo-nos neste Portugal assim.

Temos de positivo, se entre tudo isto há positividade, o desempenho da segunda-comandanta Operacional Nacional da Protecção Civil, D. Patrícia Gaspar.

A senhora comandanta mai-la sua postura de trabalho e seriedade e competência que agrada a todos e inspira confiança.

Aproveitemo-la.

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)