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Papa critica “primado da economia sobre a vida”

O Papa criticou na Letónia o “primado da economia sobre a vida”, apelando à valorização das famílias nas políticas sociais e de desenvolvimento.

Francisco falava às autoridades letãs, representantes da sociedade civil e do corpo diplomático, no Palácio Presidencial, pedindo “estratégias que sejam verdadeiramente eficazes e focalizadas mais nos rostos concretos das famílias, idosos, crianças e jovens, do que no primado da economia sobre a vida”.

“Trabalhar pela liberdade significa comprometer-se num desenvolvimento integral e integrante das pessoas e da comunidade”, acrescentou, na sua primeira intervenção em Riga, onde chegou ao início da manha, após uma visita de dois à Lituânia.

O Papa defendeu que o índice de desenvolvimento humano se deve medir também pela “capacidade de crescer e multiplicar-se”.

“O desenvolvimento das comunidades não se realiza nem se mede apenas pela capacidade de bens e recursos que se possui, mas pelo desejo que se tem de gerar vida e criar futuro”, acrescentou.

A intervenção começou por evocar as “duras provações sociais, políticas, económicas e mesmo espirituais” do povo da Letónia, nas décadas de ocupação nazi e soviética, sublinhando que, hoje, o país é “um dos principais centros culturais, políticos e portuários da região”.

Francisco falou num “lugar de diálogo e encontro, de convivência pacífica” que tem a “capacidade espiritual de olhar mais além”.

Esta atitude, acrescentou, concretiza-se “em pequenos gestos diários de solidariedade, compaixão e ajuda mútua”, rejeitando “todas as tentativas reducionistas e de exclusão que sempre ameaçam o tecido social”.

O Papa deixou ainda elogios ao diálogo ecuménico na Letónia, onde os cristãos são capazes de promover “a comunhão nas diferenças”.

A visita de 10 horas à Letónia é a segunda etapa da viagem aos países bálticos, num programa com cunho ecuménico e de homenagem aos que sofreram perseguições por causa da sua fé; Francisco torna-se o segundo pontífice católico a visitar a Letónia, que recebeu São João Paulo II em 1993, dois anos após o final da ocupação soviética.

Nas celebrações do centenário da independência, o Papa participou numa homenagem no Monumento da Liberdade, com deposição de flores, na presença de crianças, jovens e famílias.