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“Warrior Nun”: a série mais portuguesa da Netflix

A estreia no gigante do streaming de Warrior Nun, a sua maior aposta neste começo de verão, é uma série para jovens baseada nos comics com o mesmo nome. Uma superprodução, com efeitos visuais de luxo e um enredo que mete monstros, conspirações do Vaticano e uma freira com uma auréola com superpoderes. A protagonista é a portuguesa Alba Baptista e o cardeal de serviço é Joaquim de Almeida.

Alba Baptista, em virtude de ser a protagonista já conhecia a série de trás para frente, mas Joaquim, “ator convidado”, ainda não conhecia nada. E é apenas no segundo episódio que o seu cardeal entra, precisamente no único momento em que os portugueses contracenam. Uma cena numa festa onde o cardeal sente a presença da auréola da freira guerreira.

“Curiosamente, há coisa de ano e meio, quando filmámos pela primeira, vez não conhecia a Alba e cheguei ao plateau e comecei a falar com ela em inglês! Acham que alguém me avisou que ela era portuguesa!?”, confessa o ator, enquanto que Alba ri e acrescenta: “Foi literalmente assim. Fui eu quem depois lhe disse que era portuguesa… Até fiquei com vergonha de lhe dizer que era a protagonista”.

À medida que os dois vão vendo mais deste episódio sente-se que estão a gostar da escala desta série da Netflix que fez com que se instalassem em Málaga durante seis meses (Joaquim de Almeida quando tinha dias livres voltava a Portugal).

Logo no primeiro episódio vamos perceber que a Ava de Alba era uma rapariga morta, ressuscitada pela tal auréola divina. Uma personagem que os criadores da série deixaram que tivesse um cunho muito forte da jovem portuguesa: “Isso foi um privilégio para mim! Quisemos realmente dar mais camadas à personagem para a tornar mais imprevisível. Não queria que ela fosse simplesmente a “boazinha”. Nas reações dela há uma grande margem de área cinzenta, isso é interessante. Isso é mais humano e o lado humorista foi acrescentando algo. Mas, claro, eles testaram um pouco as águas comigo para ver. Depois, gostaram e perceberam o que poderiam ir escrevendo”, conta.