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Toyota quer aumentar a vida útil dos carros

À medida que os anos (e os quilómetros) passam, os carros degradam-se, uns mais rapidamente do que outros. As folgas e os ruídos parasitas aparecem, juntamente com bancos que abrem mão da consistência, um tablier onde surgem gretas e uns painéis de porta decorados por riscos feitos por anéis, pulseiras de relógios, unhas e afins.

Na maioria dos casos, são estes defeitos auto-infligidos que nos levam a trocar de carro e não propriamente a perda de capacidade ou de eficiência da mecânica. Daí que a Toyota britânica se proponha reconstruir o seu veículo até duas vezes, fazendo do velho novo.

Quem revelou esta solução foi Agustin Martín, presidente e director-geral da Toyota Grã-Bretanha que, em entrevista à Autocar, confessou ser desejo do construtor incrementar o tempo de vida útil dos seus veículos, para satisfação dos clientes. Este programa de “renascimento” está a cargo de um novo departamento do gigante japonês, o Kinto Mobility Arm, que desta forma é introduzido na Europa.

A Toyota estudou os hábitos dos seus clientes e concluiu que, tipicamente, os veículos que produz são utilizados durante três ciclos, de dois a três anos cada. Ou seja, três donos num período máximo de nove anos. O que os japoneses propõem é que depois de cada ciclo de utilização, o Toyota regresse à fábrica da marca, em Burnaston, para aí ser recondicionado de cima a baixo.

Pormenores sobre custos e tempo da intervenção ainda não há, mas convenhamos que poderá ser uma solução interessante para muitos clientes, sobretudo empresas donas de frotas (de aluguer por exemplo), ou clientes que queiram rejuvenescer o seu carro após cinco ou seis anos de uso, seja para manter ou vender. Por tabela, evita o dispêndio de mais energia (e consequentes emissões de CO2), na produção de um carro integralmente novo.