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Fenómeno da prostituição no Porto está a mudar

Trabalho sexual de rua perde quota de mercado e passa-se para apartamentos privados e para o alojamento local. JN falou com portuguesas e brasileiras e estas são agora a imensa maioria na nova vaga de imigração. Travestis e transexuais ganham espaço na nova disposição. “Há manias e mercado para tudo” na noite da Invicta.

Podia ser um quadro vivo de Edward Hopper de cores cálidas e amenidade, elas as suaves “Aves da noites”, falcões, gaviões ou graciosidade pintada. O quadro mexe-se, são quatro mulheres. Duas estão de pé na soleira da porta, conversam sem inflexão, ociosas, sorriem relativamente, uma delas é loira e mais vistosa, unhas grandes, pernas altas, microcalções. Outra está mais atrás, já no hall de entrada da casa, sentada, perna alçada, banha-se na luz azulada que sai do ecrã do telemóvel. A quarta mulher fuma pensativamente e olha para a rua alheada. Duas são brasileiras, uma é portuguesa e a outra chegou há um mês vinda de Cabo Verde com pai, mãe e filho menor pela mão.

As quatro são trabalhadoras do sexo, a mais nova tem 21, a mais velha 42, e ali, uma rua noturna do Porto na parte “uptown”, perto do Padrão, já a caminho das Antas para oriente onde os candeeiros derramam luz amarela e placidez, é um estabelecimento com placa visível de Alojamento Local.

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