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Paulo Branco vence prémio de arte e cultura luso-espanhol

© DR

O produtor Paulo Branco foi distinguido com o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2022. O português recebeu esta menção ibérica pelo “perfil independente no cinema autoral, na produção e coprodução, abrindo ao longo da sua carreira, novos percursos e olhares, construindo pontes entre a península ibérica e o resto do mundo”, justificou o júri citado em nota de imprensa divulgada pelo Ministério da Cultura.

“O trabalho de Paulo Branco trouxe uma imensa riqueza no alargamento dos horizontes estéticos do cinema mundial”, sublinhou o júri.

O Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, de caráter bienal, tem o valor monetário de 75.000 euros e o júri que escolheu a personalidade distinguida esteve hoje reunido no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

Nascido em 1950 e a trabalhar em cinema desde a década de 1970, Paulo Branco “é uma das personalidades mais reconhecidas internacionalmente no mundo da produção, distribuição e exibição independente. (…) É conhecido por ter aberto as portas a inúmeros realizadores promissores que viriam a tornar-se nomes conceituados”, lê-se na nota biográfica.

Do seu longo currículo no cinema, Paulo Branco já produziu mais de 300 filmes, trabalhando com realizadores como Pedro Costa, João César Monteiro, Manoel de Oliveira, David Cronenberg, Raoul Ruiz, Jerzy Skolimowski, Wim Wenders, Chantal Akerman, Alain Tanner, Werner Schroeter, André Téchiné e Mathieu Amalric.

Embora tenha cursado Engenharia Química, foi em Paris que Paulo Branco “enveredou definitivamente” pelo cinema, em 1974, a programar no Cinema Olympic, em colaboração com Frédèric Mitterrand.

Quase 50 anos depois dessa experiência em Paris, Paulo Branco dirige atualmente a Alfama Films Production, a distribuidora e produtora Leopardo Filmes e a exibidora Medeia Filmes, além de ter fundado e dirigir o festival de cinema Lisbon & Sintra Film Festival.

Paulo Branco junta este Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2022 a outras distinções e reconhecimento internacionais, nomeadamente a Ordem das Artes e das Letras de França (2004), a Ordem Gabriela Mistral, do Chile (1998), o Prémio Cineuropa (2014) ou o Prémio Mundial das Artes Leonardo da Vinci 2019, atribuído pelo Conselho Mundial de Cultura.

O júri do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura 2022, que deliberou por maioria, integrou a atriz Leonor Silveira, o arquiteto João Carrilho da Graça, o professor universitário Pedro Serra, o diretor do Instituto Cervantes, Luís Garcia Montero, o presidente do Real Patronato do Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, Ângeles González-Sinde, e a diretora-geral de Indústrias Culturais e Propriedade Intelectual, Adriana Moscoso, que o presidiu.

Em edições anteriores foram distinguidos a fadista Mariza (2018), a escritora e tradutor Pilar del Río (2016), a escritora Lídia Jorge (2014), o cineasta Carlos Saura (2012), o arquiteto Álvaro Siza (2010), o escritor Perfecto Cuadrado (2008) e o poeta e tradutor Fernando Bento (2006).

Este prémio foi criado em 2006 para consagrar “um autor, pensador, criador ou intérprete vivo, ou ainda uma pessoa coletiva sem fins lucrativos que, por intermédio da sua ação na área das artes e cultura, tenha contribuído significativamente para o reforço dos laços entre os dois Estados e para um maior conhecimento recíproco da criação ou do pensamento”.

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