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A lusodescendente que enfrentou blindado na Venezuela

Ficou conhecida nas redes sociais como “Senhora Liberdade”, uma mulher que enfrentou os “Rinocerontes”, como são conhecidos os veículos que visam conter os distúrbios e manifestações. No passado dia 19 de abril e durante as manifestações contra o Governo de Nicolás Maduro, o s veículos seguiam na rua Francisco Fajardo, em Caracas, quando a mulher misteriosa decidiu fazer frente às forças de segurança.

A atitude desta mulher, que muitos consideram heroica, contrasta com a falta de informações sobre a mesma. Especulou-se, logo após os protestos de quinta-feira, que pudesse ter sido detida pelas autoridades. A identidade da mulher, com uma bandeira da Venezuela amarrada ao pescoço, não foi revelada pelas autoridades mas uma apresentadora de televisão venezuelana disse tratar-se de uma senhora que é filha de imigrantes portugueses.

“A senhora está em casa, graças a Deus. Não posso dar detalhes sobre os seus dados pessoais para proteger a sua identidade e segurança”, escreveu Karen Ferreira, na conta pessoal no Instagram.

“Contou que se encomendou a Deus, que sabia que a protegeria e que a sua luta é para voltar a ter o país maravilhoso que conseguiu com os pais quando emigraram de Portugal”, acrescentou aquela apresentadora de televisão.

Em diversas páginas de internet e nas redes sociais propagam-se os rumores de que se trata de uma mulher chamada Maria José, e que deverá passar a apresentar-se à polícia de 15 em 15 dias por ter “enfrentado” as autoridades. Vários jornalistas tentaram falar com ela mas esta remeteu-se ao silêncio, agradecendo apenas a todos os que apoiam e saúdam a sua ação na passada quarta-feira.

Enquanto os apoiantes de Maduro se referem à mulher como “uma irresponsável” ou “golpista”, ou apenas alguém que procurava protagonismo no meio dos protestos, o certo é que se mantém a dúvida sobre a sua verdadeira identidade, apesar do seu rosto ter ficado registado em vários vídeos e fotografias.

“É melhor não sabermos o seu nome. Para que não a persigam. O melhor é chamarmos-lhe Senhora Liberdade”, refere um dos utilizadores nas redes sociais, citado pela BBC.
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