De que está à procura ?

Lisboa
Porto
Faro
Colunistas

“5 Lésbicas e uma Quiche” em cena

“5 Lesbians Eating a Quiche” foi levada à cena, pela primeira vez, pela The New Colony, com os diretores co-artísticos e co-autores Andrew Hobgood e Evan Linder e o diretor de produção Will Rogers, na “Dank Haus” em Chicago, Illinois, a 24 de junho de 2011. Esta produção foi posteriormente apresentada em Nova Iorque no New York International Fringe Festival de 2012, antes de ser transferida para a “SoHo Playhouse”, na Broadway, em 20 de outubro de 2012. Ora, o produtor e encenador Paulo Sousa Costa, que anda sempre à procura de peças interessantes para apresentar, quando se deparou com esta sabia bem que lhe sairia vencedora, a começar pelo título. Depois, juntou um elenco de estrelas e a aposta saiu mais do que ganha.

“5 Lésbicas e uma Quiche”, que acaba de estrear no Teatro Armando Cortez, em Lisboa, é baseada no original de Evan Linder e Andrew Hobgood já referido, situa a sua acção nos idos anos 1950, em plena Guerra Fria. Com Anabela Teixeira, Joana Câncio, Leonor Seixas, Paula Neves e Teresa Tavares a protagonizarem esta nova produção da Yellow Star Company, “5 Lésbicas e uma Quiche” resulta numa divertida comédia onde o público é convidado a recuar até ao exacto ano de 1956, com o perigo iminente de um ataque nuclear, vindo das hostes soviéticas, e a visitar os EUA para se divertir com as revelações de cinco mulheres que são apologistas das boas maneiras, mas que guardam alguns segredos em comum que irão ser expostos no momento em que se encontram presas num bunker improvisado.

Secretamente lésbicas, este grupo de mulheres tinha-se encontrado para celebrar a delícia de comer quiches em mais um concurso das melhores onde o ovo era rei. Tratava-se de mais um “Encontro Anual de Quiches da Sociedade de Irmãs, Viúvas, Independentes, Bem Conservadas e… Com Boas Maneiras”, cujo lema principal era: «Nada de homens, nada de carne, só boas maneiras!». Porém, assustadas com o fantasma da eminente terceira guerra mundial, resolvem “sair do armário”. E as revelações são surpreendentes até ao fim!

O encenador confessa que a mensagem do texto tem muito significado para si. «Não é verdade que tenhamos ultrapassado os nossos preconceitos e, infelizmente, nos nossos dias a homossexualidade ainda é caso de embaraço para muita gente», afirma. De facto, é preciso uma bomba rebentar, para que as personagens se soltem na liberdade de afirmarem o que sentem. «Mas é preciso desmistificar o tema e, de preferência, com o riso e a boa disposição», conclui Paulo Sousa Costa. E tem razão! A peça resulta leve e divertida, com um elenco exímio. Eu, que tive o privilégio de assistir à sua estreia, adorei.

Portanto, se ainda não têm planos para o fim-de-semana que se avizinha, saibam que a Yellow Star Company vai ter em cena a peça “5 Lésbicas e uma Quiche“, no Teatro Armando Cortez, até 27 de Maio, com sessões marcadas de quinta-feira a sábado às 21h30 e aos domingos, às 18h00. Não percam e reservem já o vosso lugar!