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O “eterno” retorno ao Festival Amadora BD

Começou a 27 de outubro e termina a 12 de novembro. A Amadora voltou a ser o epicentro das atenções dos fãs de banda-desenhada. E, claro, cumprindo-se a tradição, com o regresso do Festival Amadora BD, lá fui em “romaria” com os meus amigos e o de sempre, José Luís Alves. Na sua vigésima oitava edição, não há equívoco: visitar o Amadora BD é um verdadeiro ritual, que se repete quase sob obrigação.

O Amadora BD é mesmo local de peregrinação obrigatória para o verdadeiro apreciador de banda-desenhada. Apesar de já haver por solo luso outros eventos dedicados ao género, como é o caso do Iberanime, Comic-Con, Festival de Beja e outros, esta é a altura obrigatória para fazer uma visita à Brandoa, sempre com o GPS ligado.

Nesta edição do Festival podem encontrar três grandes exposições temáticas: uma retrospectiva do Nuno Saraiva, autor do cartaz deste ano, sob o título “Tudo isto é Fado”; a exposição “Revisões” que recupera a memória da revista Visão dos anos 70 e o trabalho plástico de Jan Bauer para “O Rio Salgado”, da Polvo, bem apresentado no seu espaço específico.
Temos, ainda, a banda-desenhada como registo jornalístico. “Contar o Mundo – A reportagem em banda desenhada”, conta com um vasto acervo que mostra as várias vertentes da BD documental. Antes da zona das editoras de livros e dos autógrafos, vale a pena visitar a exposição “Teto da Biblioteca”, da autoria de Rui Pimentel, que reproduz caricaturas de quase todas as personagens de literatura e banda desenhada que este arquitecto desenhou, numa ode aos ricos tectos de igrejas e bibliotecas antigas, como no caso da Capela Sistina.

No piso -1 do Fórum Luís de Camões, encontramos espaços com exposições temáticas sobre autores e obras. É o caso de Will Eisner, autor de “The Spirit”, e de Jack Kirby, que deixou um considerável legado no mundo dos super-heróis Marvel e DC. Dignos de se visitarem, onde, mais uma vez, o trabalho de decoração da organização é exímio.