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João Ramos e António Maio campeões nacionais de todo-o-terreno

João Ramos, nos automóveis, e António Maio, nas motas, sagraram-se no sábado campeões nacionais de todo-o-terreno, depois de terem terminado, ambos, no quarto lugar das respetivas categorias na Baja de Portalegre.

Nas quatro rodas, a prova foi ganha pelo espanhol Nani Roma (Mini), que participou pela primeira vez nesta que foi a derradeira jornada do Nacional de jipes.

“Furámos dois pneus na mesma pedra, o que nos causou algum stress, mas tínhamos um avanço grande para o Stéphane [Peterhansel], suficiente para manter a nossa posição e ganhar. Gostei imenso da prova, com muito público, a quem agradeço o apoio, e foi um excelente teste para o Dakar, pois o Mini esteve perfeito”, disse o vencedor, Nani Roma.

O espanhol viu a vantagem superior a três minutos que tinha sobre o francês Stéphane Peterhansel (Mini) reduzir-se nos últimos 211 quilómetros para apenas 58 segundos que, ainda assim, valeram a vitória.

Mais preocupado com o campeonato e menos com o triunfo na geral esteve João Ramos, que levou a Toyota Hylux à quarta posição, o suficiente para arrebatar o título pela primeira vez.

“Foi uma prova em que apenas estivemos de olho no campeonato. Andar devagar custa muito e não dá qualquer prazer, então no mau piso é incrível a pancada que levamos no corpo. De qualquer modo, estamos felizes e muito satisfeitos, tal como a equipa, por este resultado que nos garantiu a conquista do título”, sublinhou o piloto de Vila Nova de Gaia.

Os restantes três candidatos ao título ficaram fora de prova. Hélder Oliveira (Mini) desistiu com a transmissão partida. Tiago Reis (Mitsubishi Lancer) já nem partiu hoje de manhã, devido a problemas elétricos, e Pedro Ferreira (VW Amarock) despistou-se no setor matinal.

Nas motas, António Maio (Yamaha) também não precisou de vencer para arrebatar o título. O piloto de Montemor-o-Novo foi o quarto classificado, a 16.31 minutos do vencedor, o luso-alemão Sebastian Buhler (Yamaha), mas bateu o seu adversário no campeonato, Mário Patrão (KTM), que foi apenas sexto, a 2.05 minutos de Maio, que ainda apanhou um susto.

“No início, fui no pó dos pilotos da frente. Depois da segunda assistência, caí. Acho que não parti nada, mas não sei. A moto ficou tocada, mas consegui continuar. Vencer o campeonato em Portalegre é onde sabe melhor. É uma prova exigente, onde estão os nossos amigos, com bastante visibilidade. O objetivo aqui era mesmo a luta pelo título”, comentou o também militar da GNR, que vai fazer a estreia no Dakar em 2019.

Nota ainda para o 39.º lugar de André Villas-Boas (KTM). O antigo treinador do FC Porto fez a estreia na versão completa da prova do ACP aos comandos de uma mota, chegando ao fim a 2:22.58 horas.

Nas moto4, Roberto Borrego (Yamaha) fez história ao conseguir o sétimo triunfo na ‘alentejana’, um recorde na Baja.

A categoria dos SSV foi uma das mais concorridas, com cerca de uma centena de inscritos. Marco Pereira (Can Am) levou a melhor sobre a concorrência, vencendo com 33 segundos de avanço para Vítor Santos (Can Am).