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Esse poeta à deriva

Porque és poeta e te agarras a todo o “perfume-amor”…

Porque és poeta e queres sentir amor… e te deixas invadir por amor… por amores inexistentes… por amores vadios… por amores platónicos…

Mas sendo tu esse poeta, tu és essa necessidade vital do sentir amor nessas tuas veias, nessas veias onde o teu sangue, hoje, percorre todo o teu corpo numa corrida para a vida… a vida do teu Eu!

Porque sabes, poeta… a vida é apenas o sentir amor, esse sentir que leva ao auge jamais imaginado por ti…

Porque, meu querido poeta… esse auge… é o amor por ti mesmo… sem esse amor… todos os amores serão amores confusos, serão amores em vão, serão amores sabor mas com um paladar insípido… com falta a pimenta… essa pimenta, que um dia, um dia te fará ficar num amor amoroso pois para misturares duas pimentas… tens de ser tu pimenta!

Até um dia… poeta-pimenta!

Até um dia, nesse teu livro de textos… que relata o ser que tu és agora… mas, que no dia do autógrafo desse e nesse livro… tu já serás esse teu outro!