
Decorreu no passado mês de Março, o Dia Internacional da Mulher. Sou de parecer, que a Mulher não necessita de Dia, para ser homenageada, porque ela, como filha, esposa e mãe, é digna de todo o respeito e de todas atenções.
Dedicar-lhe um Dia ou estabelecer-lhe quotas, para poder estar representada em entidades ou associações, parece-me descabido e deprimente.
Julgo que todos reconhecem que a Mulher, em nada é inferior ao Homem – por vezes é-lhe até superior. – Mas, é, por natureza, diferente: no modo de pensar ou como disse o Papa Francisco, a 18 de Janeiro, no ano transacto, no encontro com os jovens: “ Sabe ver as coisas com olhos diferentes dos homens ”.
Discordo de cotas, sejam para o parlamento, sejam pela cor da epiderme, para ingressar na Universidade; e também não concordo, de modo algum, que a Mulher tenha privilégios – a não ser os que lhe são, por direito, devido ao sexo.
Amigo meu, gracejando, ao saber que há mais moças a concluir cursos superiores, disse-me, que chegou o momento de estabelecer cotas, para os homens poderem ter preferência no acesso à Faculdade…
Associado ao Dia da Mulher, ventilou-se a violência doméstica – o Homem também é vítima, e quantas vezes bem pior, porque tem vergonha de o confessar; – e divulgou-se números alarmantes de mulheres, que foram espancadas e assassinadas, durante o ano passado Passou, todavia, despercebido ou esquecido: que a violência começa, quantas vezes, no namoro. Violência incompreensível, mas tolerada e até aceite por todos, ou quase todos os jovens.
Num estudo realizado junto de 2.500 jovens, verificou-se que (32,5%) dos rapazes, consideram normal exercerem violência sexual com as namoradas; e que as moças (14,5%) aceitam isso com naturalidade.
No inquérito feito em várias cidades portuguesas, pela “ União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), concluiu-se que (22%) dos jovens aceitam a violência durante o período de namoro.
Num outro estudo feito por “ Artways – Politicas Educativas e de Formação Juvenil”, verificou-se que meninas entre os 12 e os 18 anos (7%), já sofreram violência psicológica; (5%) violência física; e (4,5%) violência sexual, apesar do Código Penal, as considerar, como crime, desde 2013.
A UMAR divulgou, no mesmo estudo, que chegaram ao Instituto de Medicina Legal (44%) mais vitimas, do que no ano passado; e algumas com apenas de 14 anos!
E por que são os jovens tão violentos?
Várias são as razões, mas não é de esquecer: A ausência de princípios religiosos. Falta de autoridade dos pais. Perda dos valores tradicionais. A nefasta influencia da TV e Internet. Leis vergonhosas que foram aprovadas em vários países. O relaxamento de costumes.
E muito mais, que não cabem neste espaço exíguo, mas que merecem ser reflectidas e aprofundadas em debates.
