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Vinho de Felgueiras vai parar à Europa de Leste

A campanha de vindimas de 2019 na Cooperativa de Felgueiras será suficiente para corresponder à procura, cada vez maior, de vinho verde nos países do leste europeu, como a Rússia, Ucrânia e Polónia, segundo a instituição.

Fonte da direção disse à Lusa que a produção naquela cooperativa, a maior do país na região dos vinhos verdes, atingirá os cinco vírgula cinco milhões de litros, um valor semelhante ao do ano passado, e, por isso, suficiente para repor os ‘stocks’.

Se as condições atmosféricas tivessem sido mais favoráveis, 2019 poderia ter alcançado mais produção, atendendo às vinhas novas que têm entrado em produção na região.

Apesar de o crescimento nas exportações previsto para o próximo ano ser de 10%, em linha do que aconteceu em 2019, a cooperativa garante que estão reunidas as condições, também ao nível da qualidade, para não haver dificuldades na satisfação dos clientes espalhados por vários mercados, incluindo os que têm crescido mais, como a Ucrânia e a Polónia.

Na lista de melhores clientes, por países, a Rússia, os Estados Unidos da América e o Brasil continuam nas três posições cimeiras, prevendo-se que continuem a crescer ao ritmo de dois dígitos.

No caso da Rússia, assinalou a fonte, a apetência mais recente aponta para os vinhos rosados e tintos, o que abre um novo desafio para os viticultores, porque a produção atual é insuficiente.

Por isso, prosseguiu, a cooperativa vai estimular os associados a produzir mais vinho com uvas de Espadeiro, uma casta tradicional dos tintos que, após um período de menor apetência dos mercados, que conduziu ao desaparecimento das tradicionais ramadas, tem sido cada vez mais procurada pelos mercados emergentes.

As zonas de Barrosas e da Lixa, de média altitude, são a que, no concelho de Felgueiras, têm maior tradição, apontando-se aquele território como o de maior potencial para o Espadeiro poder crescer.

“Há um potencial enorme de crescimento para o Espadeiro”, concluiu, referindo que a Cooperativa de Felgueiras vai pagar mais, no próximo ano, aos viticultores que produzirem Espadeiro, equiparando-o ao da casta “nobre” Loureiro, dos brancos.