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Verdes Europeus convidam Reino Unido a regressar à União Europeia

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O Partido Verde Europeu (European Green Party), que reúne as formações ecologistas dos Estados-membros da União Europeia, tornou-se a primeira família política europeia a formular, de forma explícita, um convite ao Reino Unido para regressar à UE, dez anos após o Brexit.

Reunidos em Bruxelas no Green Leadership Council, os dirigentes verdes adotaram uma declaração comum em que defendem que o futuro da União passa por um duplo alargamento “a Leste e a Oeste” e por uma aposta radical nas energias renováveis, como forma de garantir maior autonomia europeia.

Vula Tsetsi, co-presidente do Partido Verde Europeu, afirmou: “Na véspera do Dia da Europa, nós, Verdes Europeus, somos claros: a União Europeia deve alargar-se e as suas portas devem voltar a abrir-se ao Reino Unido. Se, no futuro, o povo do Reino Unido escolher este caminho, estamos prontos para os receber de volta.” Para a dirigente, “dez anos após o Brexit, é cada vez mais evidente que o Brexit enfraqueceu tanto o Reino Unido como a UE”. E acrescenta: “Qualquer processo político tem de começar com um sinal político e, hoje, os Verdes Europeus são a primeira família política europeia a dizer claramente que a nossa porta está aberta a um futuro regresso do Reino Unido à UE. Apelamos agora às outras famílias políticas europeias para que sigam este exemplo.”

Na mesma declaração, o Partido Verde Europeu reafirma o seu apoio ao alargamento a todo o continente, “dos Balcãs Ocidentais à Ucrânia e a qualquer país europeu que escolha um futuro democrático partilhado no seio da União Europeia”, sublinhando que “uma Europa mais unida é uma Europa mais forte”.

Ciarán Cuffe, também co-presidente dos Verdes Europeus, ligou diretamente o debate sobre o futuro da UE e o seu alargamento à transição energética: “A dependência da Europa do petróleo e do gás mantém-na fraca, exposta e vulnerável. Se levamos a sério a paz, a segurança e a independência, temos de nos libertar dos combustíveis fósseis e apostar totalmente nas energias renováveis.” Para Cuffe, “o vento e o sol não são apenas soluções climáticas, são a base de uma Europa mais forte, independente e, em última instância, livre. Investir em renováveis proteger-nos-á dos picos de preços ligados aos combustíveis fósseis”.

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