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Universidade de Coimbra suspende todas as aulas e atividades presenciais

A Universidade de Coimbra (UC) anunciou a suspensão de todas as atividades letivas em regime presencial a partir de sexta-feira, na sequência das medidas anunciadas pelo Governo para o setor da educação, devido ao contexto pandémico.

Em comunicado, a universidade mais antiga do país explica que as medidas tomadas pela instituição terão um prazo de 15 dias, mas poderão ser revistas em função da evolução epidemiológica, bem como das medidas que vierem a ser aprovadas pelo Governo.

Além da suspensão das aulas presenciais, a UC vai adiar as atividades de avaliação de estudantes em regime presencial a partir de segunda-feira, recalendarizando-a para “período posterior ao presente confinamento”.

De acordo com a UC, a apresentação e avaliação de teses ou dissertações académicas funcionarão de forma remota.

Também é anunciado que as aulas do 2.º semestre serão antecipadas para o dia 01 de fevereiro, de forma remota, caso seja considerado adequado pelo diretor de cada unidade orgânica.

“Obrigatoriedade de adoção do regime de teletrabalho, sempre que seja compatível com as funções desempenhadas pelo trabalhador e desde que não comprometa o funcionamento dos serviços nem o cumprimento dos serviços essenciais”, avança.

A instituição ainda suspende e adia todos os eventos científicos, culturais e desportivos, em regime presencial, assim como circuitos turísticos, museus e utilização do Teatro Académico de Gil Vicente e o Estádio Universitário.

Por seu turno, a Universidade de Coimbra mantém em funcionamento as unidades alimentares dos Serviços de Ação Social em regime de ‘take-away’, segundo a normas emitidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no âmbito do estado de emergência.

A instituição acrescenta que as residências universitárias continuarão a funcionar, bem como o atendimento ao público das bibliotecas, para recolha e entrega de bibliografia, exclusivamente.

Segundo dados da Universidade de Coimbra, a instituição conta com cerca de 25 mil alunos, três polos, oito faculdades e 38 unidades de investigação. Em 2019, 20% dos estudantes eram estrangeiros, de 105 nacionalidades, e tinha 3.381 trabalhadores, dos quais cerca de dois mil eram professores e investigadores.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje o encerramento das escolas de todos os níveis de ensino durante 15 dias para tentar travar os contágios pelo novo coronavírus.

António Costa justificou a medida, por “princípio de precaução”, com o aumento do número de casos da variante mais contagiosa do SARS-CoV-2, que cresceram de cerca de 8% de prevalência na semana passada para cerca de 20% atualmente.

O chefe do Governo afirmou que os 15 dias de interrupção serão compensados num outro período de férias e assegurou que haverá medidas de apoio às famílias semelhantes às que vigoraram durante o primeiro confinamento, na primavera de 2020, como faltas justificadas para as pessoas que tenham filhos com menos de 12 anos e não estejam em teletrabalho.