
A sociedade tornou-se refém das redes sociais e das transformações. O mercado de trabalho e o mercado social, começou a exigir mais do que uma simples atitude e também começou a exigir a capacidade adaptação de cada um. Mamoplastias, lipoesculturas, cirurgias faciais e tratamentos a laser, tornaram-se procedimentos de medicina estética, praticamente indispensáveis para qualquer figura pública. Já as redes sociais tornaram-se um refugio para os anónimos comuns, mas também se tornaram o barómetro da popularidade das figuras públicas. Há até quem já invista nos dois campos de forma desesperada.
A juventude permanente tornou-se uma busca obrigatória para sobreviver na comunidade. Os números que atingem cada perfil ou página, podem ditar ou não, um mercado de trabalho activo. As pessoas tiveram de se transformar e adaptar-se ao mundo. E muitas até deixaram de ser quem eram.
Lipoesculturas, aumentos mamários, revivescimentos de pálpebras, reduções do abdómen e correcções do nariz, são o top 5 de 1,764,956 intervenções cirúrgicas em 2014, segundo dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery. E aposto até quase tudo que tenho, que este número não irá abrandar, sendo uma sorte se não duplicar. Os homens e mulheres procuram alimentar a autoestima de todas as formas.
Não estar ligado à comunidade virtual, é estar morto na sociedade actual, por mais inteligência, competência e outra qualidade qualquer que exista. E a imagem dita o resto.
Estes hábitos globais já não estão mais à sombra. A procura do corpo perfeito e da popularidade já não desaparecem mais. Contentemo-nos com isso.
