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Trabalhadores migrantes ganham muito menos do que os nacionais

Os trabalhadores migrantes nas maiores economias do mundo ganham 12,6% menos do que os nacionais. A Organização Internacional do Trabalho, OIT, lançou um estudo apontando que essa diferença tendeu a aumentar com a pandemia.

Um dos exemplos citados é o de Portugal, onde a disparidade salarial é de 29% em comparação com 25% para o ano de 2015. Com 42%, Chipre lidera a lista de discrepâncias salariais no último quinquénio.

Os 49 países analisados abrigam quase metade dos migrantes internacionais. No segundo lugar aparece a Eslovênia com 33%. Costa Rica, Itália e Jordânia têm cerca de 30%. Em média, os 33 países de alto rendimento analisados mostram uma disparidade salarial média de quase 13%.

Segundo o documento, os imigrantes nessas nações estão mais propensos a um trabalho precário. Mais do de um quarto têm contratos temporários.

Em termos gerais, grande parte da disparidade salarial sofrida pelos migrantes não pode ser explicada por diferenças em educação, habilidades ou experiência, mas possivelmente “à discriminação arreigada”.

De acordo com as estimativas, existem cerca de 164 milhões de trabalhadores migrantes em todo o mundo. Muitos em setores como agricultura, pesca, silvicultura, mineração, manufatura, construção, trabalho doméstico e de cuidados.

De forma geral, os migrantes têm mais probabilidade de trabalhar em postos que não correspondem à sua educação e habilidades em seus países de origem, sugerindo discriminação nos processos de contratação.

A OIT destaca ainda o problema da falta de sistemas adequados para reconhecer as qualificações de outros países.

A crise da qual ainda não existe um quadro completo pode ampliar as diferenças no mercado laboral entre migrantes e nacionais. Isso pode, por sua vez, aprofundar ainda mais as disparidades salariais dos migrantes.