
Atravesso o tempo, o espaço, a distância virtual, o momento
a oculta imensidão da memória
de olhos fechados absorvo o cheiro
tacteio silenciosamente os odores das cozinhas antigas
poeira de canela no ar, imensos sentimentos
esvoaçam no tampo da mesa, à superfície da pele.
Nada é transcendente no sabor do poema
nem na brancura do naperon
nem no acordar da fragrância das manhãs
apenas o odor das mães me abraça
no céu da boca
num pedaço de tarte de maçã!
