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Suíça: Portugueses já são terceira comunidade estrangeira

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A comunidade portuguesa na Suíça continuou a crescer e consolidou‑se, encerrando 2025 com 264.341 residentes permanentes, anunciou o embaixador de Portugal em Berna, Júlio Vilela, numa publicação no LinkedIn.

Segundo os dados divulgados pelo diplomata, os portugueses passam a ser a terceira maior comunidade estrangeira na Suíça — atrás apenas das comunidades italianas e alemãs — representando 10,9% do total de estrangeiros e cerca de 3% da população suíça.

A diáspora portuguesa está presente nos 26 cantões, sendo a comunidade mais significativa em Neuchâtel e de grande expressão nos cantões bilingues de Friburgo e Valais e nos Grisões; é, ainda, a segunda maior em cantões como Genebra, Vaud e Ticino. Nos cantões de Friburgo e Valais, os portugueses chegam a representar cerca de 8% e 8,3% da população, respetivamente.

O diplomata destaca também a composição demográfica: 23,1% dos portugueses residentes nasceram na Suíça; 44,8% são mulheres; 49,9% são solteiros e 40,2% casados. Entre os casamentos celebrados na Suíça, 4,3% envolveram um cônjuge suíço. Em termos etários, 18,5% têm menos de 18 anos e apenas 3,6% têm mais de 65 anos. Desde 1991, cerca de 58 mil portugueses adquiriram a nacionalidade suíça.

No mercado de trabalho, a comunidade mantém forte presença em setores como construção civil, indústria transformadora, comércio e reparação de automóveis, saúde e ação social, serviços administrativos, hotelaria e restauração, transportes e logística e ensino.

Em 2025 foram atribuídas 12.522 novas autorizações de residência, ligeiramente acima das 11.563 partidas definitivas, resultando num saldo migratório positivo, ainda que o crescimento populacional decorrente tenda a dever‑se mais ao saldo natural do que a fluxos migratórios recentes.

O embaixador Júlio Vilela sublinha, contudo, que a participação política efetiva dos portugueses permanece limitada, em grande parte pelas restrições legais que impedem a maioria dos estrangeiros de votar ou candidatar‑se em muitos cantões. Ainda assim, cerca de seis dezenas de cidadãos com dupla nacionalidade ocupam hoje cargos em assembleias municipais e órgãos cantonais.

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