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Sporting não ganhou para o susto

O Sporting venceu na quarta-feira o Gil Vicente por 3-1, em jogo em atraso da primeira jornada da I Liga de futebol, mas esteve a perder e só deu a volta com três substituições de Rúben Amorim.

Os leões passaram 82 minutos a ‘bater no muro’ gilista, com um futebol lento, previsível, sem velocidade, perante um adversário que trazia a lição bem estudada e que encaixou na perfeição no habitual sistema tático de Ruben Amorim.

A equipa de Barcelos bloqueou literalmente o ataque do Sporting, que ficou sem soluções para ultrapassar uma equipa que jogou em 4x5x1 e que teve o mérito de fechar o corredor central e tapar os dois laterais, Porro e Nuno Mendes.

Com estes dois últimos sem conseguirem projetar a equipa pelas alas, o Sporting insistiu em carrilar jogo pelo corredor central, onde o Gil Vicente tinha sempre quatro jogadores a desdobrar-se nas marcações e bem posicionados do ponto de vista tático.

Basta dizer que os leões não criaram oportunidades de golo, tal como o Gil Vicente, e só ao minuto 68, o esloveno Andraz Sporar e Tiago Tomás, lançados por Amorim aos 61, criaram o primeiro lance de perigo, com o primeiro a ser isolado pelo segundo, mas a cair na área, sem falta para penálti.

A falta de soluções para ultrapassar a barreira defensiva do Gil Vicente fez com que os médios do Sporting tentassem vezes sem conta o remate de meia distância, mas estavam todos com a ‘mira’ desafinada.

O Gil Vicente chegou ao intervalo confortável com o 0-0, visto que nunca chegou a ser verdadeiramente posto à prova porque o Sporting era lento a trocar a bola e os passes não entravam no ‘timing’ certo e com a precisão que se exigia.

Na segunda parte, nada mudou no jogo do Sporting, com a agravante do Gil Vicente ter chegado ao golo aos 52 minutos, por Lucas Mineiro, num lance de bola parada – só podia ser – a desviar de cabeça a bola para o fundo das redes, batida por Talocha, na execução de um livre.

O momento crucial do jogo chegou aos 61 minutos, quando Ruben Amorim lança em campo Tiago Tomás e Sporar, sacrificando Neto e Matheus Nunes, passando a jogar em 4x4x2, com o primeiro a extremo direito e o segundo a ponta de lança, juntando-se a Jovane Cabral, que hoje teve uma noite apagadíssima, na área gilista.

A equipa ‘leonina’ ganhou logo outra velocidade e verticalidade no seu jogo, que se acentuaria 10 minutos depois com a entrada de Daniel Bragança a render Porro, o que forçou a novo arranjo tático, com Nuno Mendes a recuar e a fazer de terceiro central, colocando, pela primeira vez, o Gil Vicente em dificuldade nas marcações.

No espaço de dois minutos, o Sporting deu a volta ao resultado, com Sporar a fazer o 1-1, na sequência de uma jogada de Pedro Gonçalves no flanco esquerdo junto à linha de fundo, a levantar a bola para a cabeça de Nuno Santos, que a impulsionou para o segundo poste onde o avançado esloveno finalizou, também de cabeça.

O segundo golo, dois minutos depois, surgiu na sequência de um último passe – que o Sporting nunca tinha conseguido fazer até aí – de Daniel Bragança a desmarcar Tiago Tomás, que bateu o guarda-redes gilista.

O Sporting ainda chegaria ao terceiro golo, já em período de compensações, por Pedro Gonçalves, mas o segredo para a vitória aconteceu ao minuto 61 quando Rúben Amorim decidiu mexer na equipa.