
Planto palavras numa terra que não me pertence, e mesmo assim, agarro com as duas mãos os sítios por onde me perco.
O céu, a terra, o mar,
O mundo todo numa encruzilhada de dores e cansaços,
É a poesia dos dias
a alma ali a a impor-se no segredo das horas vazias.
Há dias assim
Dias em que as palavras me fogem, dolorosamente por entre o silêncio e a vigília da noite.
E eu pergunto:
Será isto poesia?
