
Às vezes eu gostava de não sentir tanto e tudo tão intensamente! Os que partem, os que chegam, os que são presença e aqueles que se fazem ausência.
Não sentir tão intensamente os silêncios que magoam, ou as palavras sem conteúdo!
Não conhecer o gosto amargo da injustiça.
De ver uma sociedade a quem só o nome e o estatuto servem para cobrir os seus intentos.
Às vezes gostava de ser rocha dura que nada sente. Apenas ali ficar impassível olhando o passar do tempo, das intempéries!
Mas não, o meu destino é sentir, sentir tudo tão intensamente que até dói!
E essa é a mulher que mesmo assim continua… só ou acompanhada… mas não desiste.
