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Sem organização não há futuro possível

A CCPL, Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, inicialmente CAPL, Confederação das Associações Portuguesa no Luxemburgo, foi criada com o intuito de não só representar mas também de organizar a Comunidade Portuguesa no Luxemburgo. Não que sobre ela se suspenda uma qualquer ameaça mas porque a sua condição de maior comunidade estrangeira no Luxemburgo leva ao surgimento de necessidades e condicionantes específicos.

A variedade e a dimensão da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo levam a que não se possa identificar o Português-tipo do Luxemburgo. Assim o trabalho de representar a nossa Comunidade nos seus anseios e expectativas revela-se uma tarefa que requer uma habilidade e capacidade de conciliar opiniões algo fora do comum.

Ao percorrermos o Luxemburgo de norte a sul, de este a oeste, deparamo-nos com realidades e experiências de integração da população Portuguesa perfeitamente distintas. Ao verificarmos o tipo de associações portuguesas dispersas por este País, que é também o nosso, notamos também que não há uma associação-tipo que possa identificar de forma, ainda que abstracta, o movimento associativo de Comunidade Portuguesa.

Além do movimento associativo temos ainda que contar com todos os representantes portugueses ao Conselhos Comunais de Integração, os (poucos) Conselheiros Comunais, os meios de comunicação social de língua portuguesa e ainda toda uma miríade de cidadão que pela sua acção individual se revelaram elos de ligação entre a nossa Comunidade e a Sociedade Luxemburguesa promovendo uma maior integração e mais elevada participação cívica e social dos seus compatriotas Lusos.

Assim, proponho ao VIIIº Congresso da CCPL que tome a decisão de incumbir o Conselho da Confederação a ser eleito, e consequentemente o novo Conselho de Administração dele resultante, a por em prática as medidas necessárias para criar dois tipos de novas organizações no seio da CCPL:

– Organizações regionais da Comunidade Portuguesa onde se agrupem os representantes da comunidade portuguesa enunciados nos dois parágrafos acima por fim a debater as questões dum ponto de vista da realidade local;

– Organizações Sectoriais onde sejam discutidos os assuntos referentes a uma tipologia de associação ou sector da sociedade. A título de exemplo as Associações de Culturais ou de Desporto, ou ainda as Associações de Folclore ou de Pais Portugueses.

A dispersão geográfica da Comunidade Portuguesa pela totalidade do território do Grão-Ducado bem como a sua diversidade social só poderão ser atendidas com a criação destes Conselhos intermédios que permitam agilizar a ligação entre a o órgão director da CCPL e as suas bases.

Mário Lobo

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