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Seleção portuguesa de andebol perde na Islândia

A seleção portuguesa de andebol adiou hoje a qualificação para o Campeonato da Europa de 2022, ao sair derrotada na deslocação à Islândia, por 32-23, em encontro da quarta jornada do Grupo 4 da segunda fase.

Num Laugardalsholl sem público, em Reiquiavique, a equipa das ‘quinas’ vencia ao intervalo (13-12), mas uma exibição de contrastes confirmou a folgada reviravolta nórdica no segundo tempo, quatro dias depois do triunfo luso em Matosinhos (26-24).

No plano individual, André Gomes (seis golos) e António Areia (cinco) sobressaíram na equipa de Paulo Jorge Pereira, abaixo da eficácia total de Bjarki Elísson, ao anotar nove tentos pelo vice-campeão olímpico em Pequim2008 e medalha de bronze no Euro2010.

Na classificação do Grupo 4, Portugal soma seis pontos (quatro jogos), contra quatro da Islândia (três) e nenhum de Israel (um) e da Lituânia (dois), tendo entrada direta no Euro2022 os dois primeiros classificados das oito ‘poules’ e os quatro melhores terceiros.

Os ‘heróis do mar’ estão a uma vitória de garantir a sétima presença na 15.ª edição do Europeu, que vai decorrer de 13 a 30 de janeiro de 2022, na Hungria e na Eslováquia, já apuradas na condição de anfitriãs, tal como Espanha e Croácia, finalistas em 2020.

Apesar da aposta na gestão de esforço em plena semana de estreia no Campeonato do Mundo do Egito, Portugal arrancou num registo audaz e fluído em ataque posicional e distanciou-se no marcador a partir dos 10 minutos, com três golos de rajada (3-6).

Nem as exclusões madrugadoras de Alexis Borges e Miguel Martins esmoreciam o ímpeto do conjunto de Paulo Jorge Pereira, cuja agilidade ofensiva foi diluindo a intensidade física dos nórdicos, ainda reféns da lesão do estelar Aron Pálmarsson.

Os lusos dominavam as operações nas duas áreas, suportados pelas cinco defesas de Alfredo Quintana, e cresceram até aos cinco tentos à maior (7-12), mas a inclusão desastrada do ‘sete contra seis’ redesenhou o rumo do jogo antes do intervalo.

Beneficiando da precipitação lusa com bola, os nórdicos construíram um parcial de 5-0 de baliza aberta e devolveram o empate aos 30 minutos, logo antes de Daymaro Salina ter adiantado Portugal (13-12) no caminho para os balneários.

A recuperação anímica da Islândia ficou expressa no reatamento, com três golos a abrir (15-13), numa diferença mantida pelas nove defesas do inspirado Ágúst Bjorgvinsson e nada condicionada pelas exclusões sucessivas de Arnar Arnarsson e Ýmir Gíslason.

Os nórdicos começaram a descolar à entrada para os 20 minutos finais (18-15) e até assinaram sete golos seguidos (25-17), punindo as falhas técnicas lusas (de 93% para 43%) com uma eficácia atacante jamais vista na primeira etapa (de 63% para 83%).

Num encontro atípico, Portugal chegou a lidar em quatro ocasiões com uma dezena de tentos de diferença (de 29-19 a 32-22) e acabou a nove (32-23), quatro dias antes de reencontrar a Islândia no Cairo, desta vez na abertura do Grupo F do Mundial2021.