
Meses há, tive necessidade de contactar uma empresa de energia eléctrica, para informar-me de assunto referente a facturas.
Peguei no auscultador e disquei o número pretendido. Uma música muito suave chegou-me aos ouvidos…Decorrido minutos, surgiu a voz melodiosa de menina, simpatiquíssima, extremamente delicada, que prontamente deu-me as explicações requeridas – depois de haver consultado várias secções.
Agradeci, ponderadamente, e elogiei a cortesia.
No mês seguinte recebi a factura detalhada da empresa telefónica, e verifiquei, para meu espanto, que havia pago a chamada por valor elevadíssimo.
Mais tarde, em conversa com amigo – experimentado nessas lidas de enganar ou ludibriar o próximo, – contei-lhe o sucedido, criticando a empresa de me ter cobrado tanto, pela informação prestada.
Explicou-me, com ar de riso, que: quase todas as grandes empresas – mesmo quando temos “pacotes”, que nos liberta de pagar chamadas, – cobram sempre ao entrarmos em contacto, com elas.
Fiquei de boca aberta. Seria isso possível?! Mas era…
Mas ainda mais pasmado fiquei, quando o ouvi dizer: que certa ocasião ( e não foi há muitos anos,) resolveu reclamar pelo telefone, do mau serviço, de certa empresa.
A reclamação demorou vários minutos. Como pensava que era gratuita – ou custo de chamada local, – prolongou a conversa, com pormenores, divagações e comentários…
No final do mês, ao receber a conta da telefónica e ficou banzado…
– “Quanto mais bufas…mais pagas!”… – Rematou com risinho malandro.
Fiquei inteirado: nunca se deve utilizar o telefone, quando se pretende reclamar ou obter informações de empresas, porque:
Quanto mais reclamar… mais paga… e muitas vezes nada se resolve. Assim me informaram; assim aconteceu comigo.
Será para não serem incomodadas? Ou as empresas telefónicas descobriram forma de “dar” por um lado e “tirar” por outro?
