Revolut acusada de pressionar trabalhadores em Portugal
A Revolut está a ser acusada de impor metas de produtividade consideradas irrealistas aos seus trabalhadores em Portugal. O Sindicato dos Trabalhadores das Grandes Superfícies, Armazéns e Serviços de Portugal (STGSSP) anunciou, a 8 de janeiro, ter recebido diversas queixas de colaboradores do banco digital, que emprega cerca de 1.200 pessoas no país.
O STGSSP realça que, nas últimas semanas de 2025, recebeu denúncias da sucursal da Revolut em Portugal indicando uma “pressão sem precedentes” perante os trabalhadores, que indicia que a empresa britânica pretende “extinguir uma parte significativa das suas operações de suporte em Portugal”.
O ECO refere que os trabalhadores confirmaram a aplicação de métricas de produtividade “irrealista””, a par de uma alegada imposição de alterações na categoria profissional.
Fonte da Revolut Portugal garantiu ao ECO que a empresa cumpre a lei laboral e que este é “um mercado estratégico” para o neobanco, uma “base importante” para as suas equipas operacionais e um dos mercados europeus com maior número de trabalhadores.
A Revolut destaca que “sempre operou com padrões elevados”, enquanto multinacional “de alto desempenho” de um setor muito competitivo como é o financeiro e tecnológico. Além disso, garante que as expetativas perante o staff, os padrões de ‘performance’ e as métricas de produtividade não foram alterados.
A STGSSP denuncia ainda obstrução à atividade sindical nas antigas instalações da Revolut em Matosinhos, o que terá motivado a intervenção da PSP.
A DGERT diz não aceitar “a normalização deste tipo de práticas, que colocam o lucro acima da dignidade humana, do trabalho com direitos e da sustentabilidade social”.