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Refugiados: organizações católicas fazem trabalho exemplar

O diretor-geral da Organização Internacional das Migrações (OIM), o português António Vitorino, afirmou que as organizações católicas em Portugal “estão na primeira linha do apoio aos imigrantes e aos refugiados”, após uma reunião na Conferência Episcopal Portuguesa.

“Passamos em revista um conjunto de preocupações comuns, preocupações de respeito da dignidade e dos direitos humanos dos migrantes, de garantia do acesso dos imigrantes a todos os cuidados de saúde, incluindo em especial o processo de vacinação independentemente do seu estatuto legal”, disse António Vitorino, em declarações à Agência ECCLESIA.

O diretor-geral da Organização Internacional das Migrações acrescenta que também conversaram sobre os desafios que o mundo coloca neste momento, “desde Moçambique até ao Afeganistão”.

Na reunião, com o responsável português, esteve uma pequena delegação do FORCIM, o Fórum das Organizações Católicas para a Imigração e Asilo – constituído em 2001, constituída pela Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), o CEPAC – Centro Padre Alves Correia, ligado aos Missionários Espiritanos, e o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS-Portugal).
“Saio muito reconfortado com a consciência de que as organizações católicas em Portugal estão na primeira linha do apoio aos imigrantes e aos refugiados”, afirmou António Vitorino.

A diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações acrescenta que na reunião com o diretor-geral da OIM partilharam “preocupações no campo das migrações”, e tiveram “sugestões e recomendações para trabalhos futuros”.

“Existem muitas organizações a trabalhar no campo das migrações, umas das primeiras grandes lições, e o que poderá fazer a diferença neste tempo que viemos, é a nossa capacidade de trabalhar articuladamente. O FORCIM é um exemplo deste esforço que na Igreja estamos a fazer para trabalhar de forma articulada e percebemos que lá fora a nível das instituições europeias também tem que haver este esforço de articulação conjunta”, desenvolveu Eugénia Quaresma.

Em declarações à Agência ECCLESIA, a diretora da OCPM adianta que um ponto que não aprofundaram muito foi o Pacto Global para as Migrações da União Europeia, que pretende ser uma “visão comum para as migrações”, porque só de uma forma articulada é que podem “enfrentar as migrações”.

“Infelizmente deste pacto 55 países não incluem os migrantes no plano de vacinação, alguns países puseram-se de fora da assinatura deste acordo conjunto. É fundamental continuar a bater nesta tecla de que precisamos de trabalhar em conjunto”, acrescentou Eugénia Quaresma.
Neste contexto, alertou que uma das situações que os preocupa é Moçambique, “porque o problema continua” mesmo não estando tão presente na Comunicação Social, mas o “esforço de apoio não diminui” e destaca a campanha ‘packs anti-experiência’, de sensibilização e de angariação de fundos, da PAR.

D. Daniel Henriques, vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, assinalou que hoje existem “desafios acrescidos” no setor das migrações e refugiados que a “Igreja abraçou e abraça há muito tempo através de muitas instituições de inspiração cristã”.

“A toda a hora acontecem coisas novas, novos dinamismos e novos acontecimentos que obrigam constantemente a nos reinventarmos no acolhimento que fazemos”, observou o bispo auxiliar de Lisboa à Agência ECCLESIA, destacando o trabalho destas organizações.

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