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Quem dá pão dá criação

Isto de facto em Portugal continua pela hora da morte.

Contaram-me que uma menina de cerca de cinco anitos deixou escapar uma bola rua abaixo – rua abaixo, realmente inclinada. Foi parar às culturas de um vizinho que tem fama de mauzito.

O pai foi buscar a bola e aproveitou para advertir a criança disso mesmo.

A criança não demora, e faz o mesmo com mais vigor. O pai foi buscar, de novo, a bola. Chegou ao pé da sua filha, uma pequena criança de cerca de cinco anos e deu-lhe um pequeno estalo na cara.

Não demorou dez minutos, apareceu a Polícia com o argumento que tinha sido denunciado de violência doméstica. Assim mesmo.

A família, gente completamente bem intrigada na sociedade, ficou naturalmente muito incomodada. Os senhores da polícia, eles mesmo, verificaram que a criança tinha uma marca vermelha de um estalo.

A coisa foi parar ao Ministério Público, à Protecção de Menores. Os respectivos pais da criança ficaram completamente aflitos, temendo mesmo que lhe tirassem a criança e a institucionalizassem.

Duarante uns meses foi um Deus me livre naquele casal. Ora chora daqui. Ora chora dali. Ora se angustia daqui, ora dali. Uma aflição inaudita, temendo que fossem punidos por um acto de repreensão e harmonia devidamente adaptada à criança, sua filha legítima, a quem com muito amor, muita dedicação, sempre criaram. E não querem que seja mais uma delinquente, com alicerces desde pequena.

O grande temor era a retirada da criança.

Os pais da criança viveram tempos de instabilidade na suas vidas, no seu quotidiano, temendo sempre o pior, dado que foram ambos chamados a todas as instituições que superintendem estas matérias.

Só ao fim de vários meses veio a carta conciliadora da comissão de protecção de menores, que na realidade não havia sinais do objecto de acusação.

Isto remete-nos para grandes e variadas reflexões. Acredito que ao leitor convirjam o mesmo tipo de reflexões mais ou menos intensas.

E ficaremos muito, muito, muito decepcionados com os senhores que querem mandar neste país e imensos serviços desconectados. Com pena de procedimentos destes, totalmente abomináveis e vemos o contrário, negligenciando casos fatais, que, esses sim, tem que ser visualizados e merecem acção.

A criança cresce saudável e imuniza-se com autodefesas próprias das crianças de há décadas atrás e não morreram. A harmonia dum lar é composto por crianças educadas e saudáveis (…).

Mário Adão Magalhães, 016/06/04 23, 14h
(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico).

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.