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Quarentena na Catalunha: confusão total

Mais um dia em casa. Ontem e hoje tocou a trabalhar a sério. Com a ajuda do filhote – que diz que quer ser carpinteiro – lá se acabou o chão de madeira e, diz o ajudante: “bom trabalho, somos uns artistas.”

Com estas palavras arranca-nos logo um sorriso, apesar da dureza dos momentos que se vivem.

A senhora lá vai inventando coisas para ele e para toda a família (sorte que a imaginação é muita). E até revelou que já tem plano para amanhã, “uma surpresa”, diz ela.

Isto está a ser duro, mas parece estar a estabilizar. Mas como se não bastasse a crise, surgem as diferenças políticas e económicas. A extrema direita pede uma intervenção militar, não se sabe para quê, e o governo não perdoa os impostos às pequenas empresas. Eu e a minha esposa temos autorização para trabalhar, segundo o governo, pois estão autorizados a continuar em atividade setores essenciais, no nosso caso a carpintaria e os cabeleireiros. O mesmo governo que não perdoa impostos mas que injeta em empresas privadas 15 milhões de euros…

Os jornalistas também reclamam; dizem que não podem fazer as perguntas que querem.

Os governos das autonomias queixam-se de que não chega material sanitário.

E por último, sabe-se que o governo acaba de abrir uma conta solidaria para quem puder ”doar” alguma coisa…

Enfim, uma confusão total que não sabemos quando acabará.

 

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