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Qual simetria?

A de um cometa? dum planeta?

De Vénus, Mercúrio que tem água,

Que treta.

Simetria qual? Do pó duma estrela

Que ficou em trova de asteróides!

Simetria, conheço a pura alegria

Quando soletro solicito puros gritos

De um poema nato, narciso de gozo

Com um largo sorriso que mata

E desata uma letra tamanha

Que não acata qualquer simetria.

Simetria: a de teu corpo, ou da minha

Barriga ? Que coisa feia e inestética ..

A simetria do Sol, dos sóis vermelhos

Dos Ícaros, te vejo formosa Virgília

Em teu quarto, contemplando os espelhos.

Simetria que tolice Alice, eu sou obesa,

Manjo pommes-frites e homens-fortes

Cozido à portuguesa bebo Coca-Cola.

De sobremesa. Saboreio poemas suculentos

Com toucinho bom vinho e talento.

E as simetrias? Essas as leva o vento.

Simetrias? Quais? As tuas, ou as minhas?

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