
Governo quer incendiários a pagar custo do combate aos fogos, diz a ministra da Administração Interna (MAI), Constança Urbano de Sousa.
Estou bem mais descansado. Posso atear fogo às matas que quiser, deleitar-me a ver chamas dantescas, que no fim pago os custos do combate.
Ah! É verdade! E tem custos, há algo que pague centenas de homens e mulheres da paz, semanas e semanas sempre no limiar do risco? Destruir floresta fruto de dezenas de anos, e hipoteca do futuros, é pagável?!
Provavelmente é. Pior se a mata estiver virada ao sol e bem localizada. Aí, versus IMI, o custo é maior.
E quanto mais velho for um soldado ou soldada da Paz ferido ou morto, o custo a pagar, qual é a diferença?!
Esta politica é filha de uma pandega. E o Povo-Zé continua na procissão cantando, rindo e bailando.
“Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão”. Miguel Torga, in “Diários”
Mário Adão Magalhães 016/08/14 01, 28h
