
A noite cai no Bairro da Ponte e no Belo Horizonte
E vejo o poeta meditando e de cabelo branco e revolto
Com um sorriso na fronte e muito brilho na mente
Seu olhar é sedutor, penetrante e sacode a imensidão
O que irá o poeta escrever sobre a nossa cidade?!
S. Pedro tem floreiras com rosas de sangue quente
Correndo nas veias poéticas desta nossa gente.
Acordam as poetisas e os meninos cantam liberdade
Nas escolas, nos jardins e os intelectuais no café
Nas Termas temos água quente genuína de verdade!
E os lavradores enchem seus pulmões de paixões
E os pedreiros e as varinas correm para abraçar a poesia.
Mas ela parece fugir e se esconder na eternidade
E advogados e arquitectos choram lágrimas incandescentes.
Na ponte se encontram e se beijam os rios Vouga e o Sul
Ficariam lindas suas margens revestidas com azulejos.
E rapazes soletram rimas. E a cidade tem um céu azul
E os pais educam seus filhos e as mães lhe dão beijos!
Nas bancas estão a „Gazeta da Beira“ e „Notícias de Lafões“
Os Sampedrenses mostram estar sedentos de notícias
Lendo jornais regionais e escutando a Rádio Lafões
E quando tem tempo leem poesia pura e sem malícias!
