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Presidenciais2026: Suíça afirma-se como um bastião do Chega e de Ventura

© lusa

Os resultados oficiais das eleições presidenciais portuguesas na Suíça revelam um domínio esmagador de André Ventura, que consolidou o país como um dos seus principais bastiões na Europa.

Num universo de 13.752 votantes, sobre um total de 164.323 inscritos, o candidato do Chega alcançou uma vitória clara com 63,46% dos votos, somando 8.671 votos expressos.

A distância para os restantes candidatos foi abismal, sendo que António José Seguro, que venceu em vários outros círculos da diáspora, ficou-se pela segunda posição na Suíça com apenas 13,48%, correspondente a 1.842 votos. Logo atrás, João Cotrim de Figueiredo obteve 12,47% com 1.704 votos, confirmando uma fragmentação do voto moderado e liberal perante a hegemonia de Ventura nesta geografia.

Abaixo da barreira dos 5%, os resultados mostram uma comunidade pouco mobilizada pelas restantes candidaturas, com Henrique Gouveia e Melo a registar 3,86% com 527 votos e Luís Marques Mendes a fixar-se nos 3,26% com 446 votos. Na ala esquerda, Catarina Martins obteve 1,38% com 188 votos, seguida por António Filipe com 0,77% e Jorge Pinto com 0,67%. A lista encerra com Manuel João Vieira com 0,53%, André Pestana da Silva com 0,11% e Humberto Correia com apenas um voto, num ato eleitoral que registou ainda 34 votos em branco e 54 votos nulos.

Estes números na Suíça reforçam a tendência de crescimento do Chega e de Ventura nas comunidades de emigração mais tradicional, contrastando fortemente com o perfil mais liberal observado na Irlanda ou a vitória de Seguro no Reino Unido.

Uma votação mais expressiva na Europa a favor de André Ventura só aconteceu em Andorra, onde o candidato do Chega atingiu 70% dos votos expressos.

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