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Presidenciais – por fim a eleição

A disputa na Eleição Presidêncial de 2021 era pelo segundo lugar, entre André Ventura e Ana Gomes. Até porque a fasquia está(va) alta: André Ventura fazia depender a sua vida política se não alcançasse o segundo lugar. Teve o terceiro e garante muita exposição mediática. O que ele pretende.

Marcelo Rebelo de Sousa não representava o PSD nem / ou ainda menos o CDS. No seu mandato posicionou-se mais à Esquerda e “fez quase sempre” parte da equipa governativa de António Costa, fazendo de seu porta-voz. Confundiamo-nos se estávamos num regime semi-presidencialista, outras vezes rasava o caminho do presidencialismo.

Marcelo não representava o PSD, razão porque foi sendo malquisto no seu Partido, e pela restante Direita. Por essa razão na parte final do mandato a Direita foi tolerando-o para ver em que paravam as modas.

O CDS – Francisco Rodrigues dos Santos, veio a apoiar Marcelo Rebelo de Sousa porque não tinha outro espectro e por via do desnorte, o líder do CDS engoliu sapos, mas era o mal menor, depois de ter mostrado entusiasmo por André Ventura que não se deu por achado. Na noite das eleições cantar vitória é demagogia, porque não teve candidato para queimar. No passado outros Partidos clamavam o mesmo.

Ana Gomes não poderia merecer a minha simpatia pelo facto que serviu de sua rampa de lançamento Rui Pinto! Pode questionar-se oportunamente o caso Rui Pinto, mas uma Presidenta ou um Presidente da República não deveria defender um criminoso.

(Deixar os tribunais decidirem sem pressões – e depois ver-se o que realmente está em causa. A mais alta magistrada ou alto magistrado da Nação não pode escamotear a Constituição da República.)

O PS continua muito mal nas presidenciais dos últimos actos eleitorais, incluíndo em 2005 com Mário Soares na sua terceira candidatura. O líder histórico do PS devia ter evitado sair da cena política pela porta pequena… O PS, sobretudo enquanto Partido no Governo, tem que concorrer com um candidado próprio e forte.

Ainda na noite da eleição, Rui Rio também veio clamar vitória mas sem deixar de enaltecer Ventura. (…) Na verdade quem ganhou foi André Ventura que continua a beneficiar da exposição pública. (…)

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)

 

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